Uma operação policial contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro prendeu 11 pessoas e cumpriu mandados em cinco estados, incluindo Sergipe. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, a organização criminosa investigada movimentou mais de R$ 90 milhões em cerca de três anos.
A ação, chamada Operação Teia, foi deflagrada na última sexta-feira, 13. Em Sergipe, um dos investigados foi preso após a polícia identificar que ele teria movimentado aproximadamente R$ 16 milhões ligados ao esquema.
De acordo com as investigações, apesar do alto volume financeiro, o suspeito morava em uma casa simples e utilizava uma empresa de fachada, que não tinha atividade econômica compatível com os valores movimentados.
Segundo o delegado José Eymard, responsável pelo caso, a análise das movimentações bancárias mostrou que vários envolvidos tinham ligação com o sistema prisional.
“Quase todos os investigados que estavam movimentando dinheiro eram presidiários, ex-presidiários ou visitantes de presidiários”, afirmou.
Esquema movimentou mais de R$ 90 milhões
A polícia identificou que 16 integrantes da organização criminosa participaram da movimentação financeira investigada. Com a quebra dos sigilos bancário e fiscal, foi possível rastrear valores que somam mais de R$ 90 milhões, levando a Justiça a autorizar o bloqueio judicial desse montante.
Além das prisões, a operação também resultou na apreensão de celulares que devem ajudar a aprofundar as investigações.
Líder foi preso em condomínio de luxo
O apontado como chefe do grupo foi preso em João Pessoa (PB), em um condomínio de alto padrão. Com ele, os policiais apreenderam três armas de fogo, munições e um carro de luxo.
Investigação começou após apreensão de drogas
As investigações começaram em setembro de 2022, após a prisão de suspeitos na cidade de Toritama (PE) com armas, drogas e veículos roubados. A partir desse caso, os policiais chegaram a outros integrantes da organização.
Durante as apurações, também foi realizada a apreensão de mais de duas toneladas de maconha no Sertão pernambucano.
Por que a operação se chama “Teia”
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à rede de conexões financeiras identificada entre os integrantes do grupo, que atuavam principalmente na movimentação e ocultação de recursos do tráfico.
A investigação foi conduzida pela 7ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Pernambuco, com apoio das polícias civis de outros estados.
*Com informações do G1 PE








