Moradores do Residencial Reserva das Aroeiras, no bairro Gameleira, em Aracaju, fizeram um ato na manhã desta quarta-feira, 28, na parte externa do prédio da Companhia de Habitação e Obras Públicas (Cehop) do Governo de Sergipe, para questionar sobre uma processo de reintegração de posse.
A reportagem do Jornal da Fan conversou com Antony Santos, um dos líderes movimentos, o qual explicou que o terreno onde residem pelo menos 84 famílias moradores era da Cehop e teria sido vendido. Com isso, a reintegração de posse foi expedida, e diante da situação, Antony e moradores cobram comprovantes da venda deste terreno.
“A Cehop precisa mostrar, comprovar que a área foi paga, qual foi a formalidade de pagamento, como foi feita a negociação, se foi leiloado, a gente precisa saber. Não se passa uma área pública, eu sei que eles podem passar, mas sem nenhuma formalidade. O que a gente sabe é que donos de área lá que não sabem a metragem do terreno, não tem uma planta, simplesmente chegou lá uma reintegração de posse para colocar essas famílias todas na rua. Eu acho que é desumano. Nós não vamos sair de uma área para ser jogado na rua, não”, declarou.
Ainda segundo ele, o terreno teria sido vendido a um homem, que revendeu para uma associação pró-construtora. “Nós estamos com a reintegração batida. Pedimos que o judiciário reveja essa situação, que tenha a competência de não jogar estas famílias na rua”, cobrou. O Portal Fan F1 teve acesso ao documento expedido pela Justiça de Sergipe no último dia 26, o qual solicita a desocupação do espaço em 24h e uso da força policial em caso de descumprimento.
A reportagem também conversou com o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, Luiz Roberto, o qual explicou que o terreno não pertece mais a Cehop, e, por isso, isenta o órgão de responsabilidade.
“Eles [lotes] foram comercializados, objetos de penhora, mas que não pertencem mais a Cehop. Inclusive indicamos um por um quem são os atuais proprietários e o número de matrículas de cada imóvel, de cada lote desse. O movimento e sua advogada compreenderam a situação e que eles discutam a reintegração de posse na justiça, porque nem proposta pela Cehop foi”, explicou.







