Um estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , da Universidade de São Paulo (USP), concluiu que pessoas negras têm 49% mais chance de morrer por homicídios no brasil do que pessoas brancas, mesmo comparados indivíduos com perfil social semelhante e residentes em regiões com níveis parecidos de violência.
O levantamento reuniu dados nacionais de óbitos registrados em 2022 e combinou técnicas de análise geoespacial com métodos estatísticos para reduzir vieses de comparação entre grupos.
A pesquisa da UFS analisou mais de 42 homicídios registrados no país em 2022. Conforme estudos, as vítimas foram em sua maiorias homens (91,4%), jovens adultos de 20 a 59 anos (83,3%), solteiros (79,4%) e com baixa escolaridade (68,3%). Além disso, pessoas pardas e pretas representaram quase 78% dos mortos; brancos eram mais de 21% das mortes violentas.
s pesquisadores dividiram os municípios brasileiros em áreas de alta incidência de homicídios (hotspots) e de baixa incidência (coldspots).
Nos municípios classificados como hotspots, a taxa padronizada de homicídios alcançou 43,2 mortes por 100 mil habitantes — quase cinco vezes a registrada nos coldspots, onde a taxa foi de 8,8 por 100 mil.
Nesses hotspots, a desigualdade racial é ainda mais acentuada: quase 9 em cada 10 vítimas de homicídio eram negras, sobretudo pardas.
*Por Folha de São Paulo








