Ainda em entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, desta segunda-feira, 29, a prefeita Emília Corrêa respondeu às declarações do prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho, feitas no programa da última quarta-feira, 24.
Na oportunidade, Valmir revelou que Emília não agradeceu pela campanha nas eleições de 2024 e demonstrou certo ressentimento pelo fato. Além disso, criticou a briga de ‘egos’ na oposição. Questionada, inicialmente Emília relativizou e entende que esse é o jeito do gestor de Itabaiana.
“Gosto, conheço o jeito dele, esse é o jeito dele de ser. Esse é o jeito de Valmir ser. Valmir diz algumas coisas e depois ele reflete…e não tem nenhum problema”.
Em seguida, Emília falou sobre a dificuldade de gerenciar o grupo e formar uma unanimidade, mas se defendeu e declarou ter agradecido publicamente a Valmir durante visita a Itabaiana.
“Aí não são nem divergências, aí são entendimentos. Valmir tem um entendimento, eu tenho outro, mas a gente continua sendo grupo. Por exemplo…agradecimento…eu acho que as vezes é a força da emoção, da vontade de dizer alguma coisa. Mas olha, eu tive em Itabaiana, fiz um agradecimento, isso já eu prefeita, ele prefeito, fiz o agradecimento a ele de público, pela ajuda que ele nos deu aqui. Valmir teve na minha casa, teve na prefeitura a convite meu…e, acho que é sentimento de momento que a gente tem que amadurecer cada vez mais”, expressou.
Emília enfatizou a necessidade de amadurecimento e união do grupo de oposição para as eleições do próximo ano, e acredita que as declarações de Valmir podem ter sido dadas pela emoção.
“Se não tiver o cuidado, a gente está entregando a eleição. O governador, eu até ouvi uma fala dele, está muito feliz com tudo isso. Não é bom para o nosso grupo. Grupo é unidade com divergências. Sempre vai acontecer isso. A questão da liderança…todos sabem meu posicionamento a questões partidárias…ser presidente ou não ser presidente, isso para mim é construção, tudo foi construído no grupo. Então, coisas assim que a gente não consegue entender. Ele é prefeito, eu sou prefeita, não precisa nada disso. […] Aracaju é a capital de Sergipe, é a primeira vez que tem uma mulher a frente, então acho que as vezes são falas que não são bem pensadas e que são ditas e que acabam dando uma munição triste, forte, para o outro lado. Mas continuo firme buscando essa unidade”, argumentou.
E complementou: “Eu tenho inteligência suficiente para dizer que o grupo precisa da unidade, em benefício de todos do grupo, não de um ou de outro”, declarou.








