Projeto para rememorar a resistência contra a ditadura Militar gera discussão na Câmara de Aracaju

Foto: Reprodução/TV Câmara

Foi aprovado nesta quarta-feira, 17, na Câmara Municipal de Aracaju, um projeto de lei que visa instituir em Aracaju o Dia Municipal para Rememorar a Resistência contra a Ditadura Militar, no dia 20 de fevereiro de cada ano.

A propositura gerou opiniões antagônicas na Casa Legislativa. Enquanto a oposição defendeu o texto, vereadores considerados “conservadores” se manifestaram contra.

Ao defender o projeto, a autora, vereadora Sonia Meire (PSOL) afirmou: “Se não fosse o avanço nosso pela luta da democracia, nós não estaríamos aqui hoje, porque na ditadura se fechou o Congresso Nacional”.

Já o vereador Lúcio Flávio (PL) repudiou a proposta: “Apesar de todas as tentativas para encobrir ou modificar os fatos da história, ainda bem que a gente ainda tem registros policiais de tudo que aconteceu nesse período, os ataques às forças, as seguranças, assassinatos a policias, assaltos a banco, roubo de armas…Então eu quero fazer e consignar aqui primeiro o meu assombro, a coragem de propor algo dessa natureza”.

O vereador Iran Barbosa (PSOL) parabenizou Sonia Meire pela propositura. “Defender isso não é cristão. Tentar incriminar e apagar da história quem resistiu de forma brava, heroica, porque hoje é fácil fazer resistência, porque nós conseguimos a democracia”.

Pastor Diego (União) embora lembre que a ditadura tenha sido um período vergonhoso, votou contra o projeto “Então por isso eu quero registrar meu voto contrário a esse projeto”.

Após as discussões, o projeto passou por votação nominal, sendo registrados 11 votos favoráveis e 6 contrários.

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