O Estudo de proteção a primeira infância entre telas e mídias digitais, aponta que o acesso à internet na primeira infância dobrou no Brasil em menos de uma década, passando de 11%, em 2015, para 23%, em 2024 . Segundo o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), crianças de baixa renda são as mais afetadas.
Na pesquisa, é demonstrado que crianças com menor convívio familiar tendem a passar mais tempo em frente as tela, o que limita sua capacidade cognitiva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, não são indicadas o acesso de telas a crianças com menos de 2 anos, e para crianças de 2 a 5 anos que o uso seja limitado à 1h.
Embora os pais reconheçam a necessidade de estabelecer limites, eles não adotam medidas efetivas para reduzir exposição nos dispositivos.
Essas são as recomendações para a interferências do uso de dispositivos digitais que devem ser considerados:
- estabelecer limites de tempo adequados à idade;
- evitar telas antes de dormir ou durante refeições;
- priorizar brincadeiras e interação presencial;
- acompanhar o conteúdo consumido e optar por materiais educativos apropriados à faixa etária;
- manter zonas livres de tela em casa;
- pais e cuidadores devem ser também um exemplo de uso consciente da tecnologia.
“A ciência é clara: sem interação humana, sem brincar e sem presença, as crianças perdem oportunidades essenciais para desenvolver linguagem, vínculos afetivos, regulação emocional e habilidades sociais”, complementa uma das coordenadoras da publicação, Maria Beatriz Linhares.
Danos ao cérebro
De acordo com o NCPI, o uso excessivo de mídias digitais pode comprometer a anatomia do cérebro, resultando em prejuízos à visão e a funções cognitivas como a atenção voluntária, o reconhecimento de letras e a cognição social.
Sobre comportamentos agressivos, o estudo revela que conteúdos na internet interferem na capacidade das estruturas cerebrais dos adolescentes, e em como eles não diferenciam vídeos violentos, facilitando ações agressivas.







