Após professores protestarem contra mudanças na Lei do Magistério, prefeitura de Socorro diz que analisará reinvidicações

Foto: Reprodução

Após dois dias de protesto, professores da rede municipal de Nossa Senhora do Socorro encerraram, nesta sexta-feira, 12, as manifestações contra o que chamaram de destruição de direitos e o descumprimento do pagamento ao piso salarial da categoria. Segundo a Prefeitura, as reinvidicações serão analisadas.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Pública do Estado de Sergipe (Sintese) o projeto apresentado na Câmara de Vereadores “reduz o piso, congela triênio, terço, entre outras gratificações; reduz e congela regência de classe; e determina que tudo relacionado à carreira passe a ser definido por decreto do secretário de Educação e do prefeito, entre outros absurdos”, afirmou a organização.

“Isso dá margem à perseguição política e pessoal aos trabalhadores da Educação e ao favorecimento a quem for aliado do prefeito e do secretário. Isso é absurdo e inadmissível”, disse a professora Adenilde Dantas, dirigente sindical.

O sindicato marcou um ato de resistência às mudanças do projeto em tramitação na Casa Legislativa e tentou diálogo com os vereadores e à gestão municipal para apresentar emendas ao PL, mas não houve adesão aos pedidos. A propositura foi aprovada na quinta, 11.

Após o tumulto na votação da proposta na Câmara, os professores foram em direção à sede da Secretaria Municipal de Educação, onde ocuparam o espaço com uma virgília entre a noite de quinta até às 11h desta sexta.

Ainda na quinta, após a ocupação, o secretário adjunto da Educação, professor Altemar Santos, dialogou com uma comissão do Sintese. “O representante da Prefeitura ouviu as reivindicações da categoria, que fez pontuações acerca do Projeto de Lei nº 161/2025. As pontuações irão para apreciação”, afirmou a prefeitura em nota.

A Prefeitura de Nossa Senhora de Socorro ainda esclareceu que “o PL tem como intuito principal criar um ambiente favorável para a realização do concurso público da Educação, ajustando o Estatuto do Magistério do Município e a Lei Complementar nº 561. Dentre as disposições, o PL traz a criação de 315 cargos efetivos de Professor de Educação Básica”, complementou.

A gestão municipal frisou que a reorganização não implicará redução no piso salarial para os atuais servidores e reafirmou o cumprimento constitucional ao pagamento do Piso Nacional do Magistério.

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