Terceira audiência sobre morte de advogado Lael Rodrigues é realizada em Aracaju

Começou nesta sexta-feira, 7, na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, a terceira audiência de instrução que investiga a morte do advogado criminalista José Lael Rodrigues.

Serão ouvidas quatro testemunhas de acusação, entre elas a delegada da Polícia Civil Juliana Alcoforado, responsável pelo inquérito. A audiência é presidida pela juíza Lívia Ribeiro.

A primeira audiência de instrução foi realizada em 22 de agosto, e a segunda, em 17 de setembro.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, bairro Jardins, zona Sul de Aracaju. Dois homens desceram de uma motocicleta e atiraram contra o carro em que estavam o advogado e um de seus filhos. Ambos foram baleados e socorridos, mas José Lael não resistiu aos ferimentos.

Imagens de câmeras de segurança registraram, cerca de uma hora e meia antes da execução, a amiga e a secretária de Daniele conversando com dois homens dentro de um carro. Em seguida, as mulheres foram deixadas em um condomínio.

De acordo com as investigações, no dia do crime, Lael e o filho saíram para comprar açaí a pedido da médica. A polícia aponta que Daniele teria informado aos executores a localização das vítimas. A médica e outras seis pessoas foram presas, suspeitas de envolvimento no crime.

Danielle Barreto foi encontrada morta em 9 de setembro, no Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro (Prefem). Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), ela foi localizada desacordada, com um lençol enrolado no pescoço, por volta das 16h20, no momento em que seu advogado chegava à unidade. O óbito foi confirmado no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Horas antes, Danielle havia retornado ao presídio após audiência no Fórum Gumersindo Bessa. O retorno ocorreu em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 29 de agosto revogou a prisão domiciliar concedida em maio pelo ministro Gilmar Mendes, a partir de alegações da defesa sobre histórico de violência doméstica.

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