Falta de testemunha adia audiência sobre caso de militante do PT atropelado em carreata

A audiência de instrução sobre o caso do militante do Partido dos Trabalhadores (PT) Charles Belchior, atropelado durante uma carreata em outubro de 2024, que estava prevista para esta segunda-feira, 13, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, foi adiada para o dia 9 de fevereiro. O motivo da mudança foi a ausência de uma das testemunhas de acusação, o coronel Mendes. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Josefhe Barreto.

Charles foi brutalmente agredido e arrastado por quase dois quilômetros por um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante carreata do PT em Aracaju. Ele deu entrada no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) com fratura exposta no membro inferior esquerdo e passou por cirurgia para correção da tíbia, com colocação de fixador interno, sendo acompanhado pela equipe ortopédica.

O caso está sendo julgado sob suspeita de tentativa de homicídio. O então candidato a vereador na ocasião, Flávio da Direita, é apontado como o possível responsável pelo atropelamento. “Minha vida parou toda por causa de uma irresponsabilidade desse Flávio da Direita que até hoje não aparece, não vem na audiência…Um ano e não se resolve nada, até quando isso?”, questionou a vítima, Charles Belchior.

A defesa de Charles informou que foram solicitadas novas diligências, incluindo a análise da placa do veículo para verificar possível excesso de velocidade, além da requisição de provas de um processo eleitoral. “Ele invadiu a carreata do outro, e isso não pode. É crime eleitoral, e está sendo apurado”, afirmou o advogado.

A fase atual de instrução irá determinar se o caso seguirá a júri popular e se será enquadrado como lesão corporal grave ou tentativa de homicídio.

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