MPSE nega estar coibindo atuação da Guarda Municipal contra suposta extorsão por flanelinhas: “Não corresponde à verdade”

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) emitiu nota nesta quinta-feira, 25, após a repercussão de denúncia recentemente oferecida contra agentes da Guarda Municipal de Aracaju devido a ações relacionadas à atuação de flanelinhas na capital.

Segundo o comunicado do MPSE, a alegação de que a denúncia estaria coibindo a atuação do órgão no enfrentamento da prática ilegal de extorsão supostamente cometida por flanelinhas “não corresponde à verdade”. 

A denúncia, segundo o MP, se refere a um caso específico ocorrido em fevereiro deste ano, quando 18 pessoas foram conduzidas à delegacia sob suspeita de extorsão. Na ocasião, o delegado de plantão não ratificou as prisões, por entender que não estavam configuradas as situações legais de flagrante. 

O órgão apontou que reconhece e valoriza o papel da Guarda Municipal na promoção da ordem pública e na proteção da coletividade, mas ponderou que as ações repressivas devem observar estritamente os limites previstos na Constituição Federal e na legislação vigente.

“A Lei Federal 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade) estabelece que é crime qualquer prisão em desconformidade com as hipóteses legais (prisão temporária, prisão preventiva, prisão de mérito e prisão em flagrante). Nesse caso, o Ministério Público deve atuar para garantir a correta aplicação da lei penal, evitando, portanto, a prática de ações baseadas na seletiva penal”, traz a nota. 

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