Caso Lael: Servidor do Samu é identificado como autor de vazamento de fotos da médica Daniele Barreto

Foto: Arquivo

A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Sergipe, identificou que o condutor da primeira ambulância do Samu 192 Sergipe que atendeu a ocorrência no Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro foi o responsável por fotografar a médica Daniele Barreto, encontrada morta na última terça-feira, 9.

De acordo com a polícia, após os registros, o investigado compartilhou as imagens com pessoas próximas e, posteriormente, elas passaram a circular em larga escala. As informações foram confirmadas em depoimento pelo próprio autor e por outros profissionais do Samu.

O Samu 192 Sergipe informou que colabora integralmente com as investigações, tendo iniciado apuração interna logo após o episódio. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) abriu processo administrativo para apurar a conduta do servidor e adotar as medidas cabíveis. A pasta destacou que repudia o ocorrido e reafirmou seu compromisso com a ética no serviço público.

A Polícia Civil prossegue com a investigação, que conta com o suporte da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol). O condutor poderá ser indiciado pelo crime de vilipêndio a cadáver, previsto no Código Penal.

O caso

A médica Daniele Barreto, de 47 anos, acusada de envolvimento na morte do marido, o advogado criminalista José Lael, foi encontrada sem vida em uma cela do Presídio Feminino (Prefem) por volta das 16h20 de terça-feira (9). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e pelo escritório que fazia sua defesa.

Segundo a Sejuc, a morte foi constatada no momento em que o advogado da médica chegou à unidade para visitá-la. Daniele foi encontrada desacordada com um lençol enrolado no pescoço. A equipe de saúde do presídio tentou reanimá-la e acionou o Samu, que confirmou o óbito no local.

O Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para os procedimentos de perícia. A direção do presídio instaurou procedimento administrativo interno, e a Polícia Civil conduz a investigação.

Horas antes da morte, Daniele havia retornado ao presídio após deixar a clínica de repouso onde estava internada desde 1º de setembro. Ela participou de audiência de custódia no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, e foi reconduzida ao Prefem em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que no dia 29 de agosto revogou a prisão domiciliar concedida em maio pelo ministro Gilmar Mendes.

A defesa da médica havia informado que ela pretendia dar continuidade ao tratamento iniciado na clínica de repouso.

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