Delegado vê inconsistências em depoimento de taxista sobre roubo de veículo: “Tá muito confuso ainda para a gente”

Em entrevista exclusiva à reportagem do Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, o delegado Kássio Viana, da Delegacia Especializada de Roubo e Furto de veículos (DRFV) revelou inconsistências na versão do depoimento do taxista Williames da Silva, de 47 anos, sobre o roubo de seu veículo. O fato ocorreu na semana passada.

De acordo com o delegado, o taxista pegou a passageira e voltou no dia seguinte para buscar a mesma pessoa, que segundo Williames relatou , não tinha celular.

“Segundo ele, ele pegou uma passageira aleatoriamente lá perto do IML. E ai, essa mulher pediu para que ele voltasse no outro dia no mesmo local e pegasse ela e o marido. E, mesmo sem trocar telefone com ela, ela disse que não tinha telefone e que o marido tinha telefone. E ele no outro dia voltou lá no horário marcado pegar essa mulher.”

Kássio Viana relatou a versão contada por Williames sobre o momento do assalto. Ao escapar do roubo, o taxista disse que andou pelo canavial em direção a um posto de combustível, mas não pediu ajuda e nem mencionou que havia sido roubado. Este é o principal questionamento do delegado.

“Ele disse que chegou lá sem camisa, o pessoal do posto deu uma camisa para ele, ele tomou um banho ali, voltou às 11h, mas não mencionou a ninguém o roubo lá no posto. Ficou lá pelo posto, dormiu por lá, só foi sair do posto, na direção de Aracaju cinco horas da tarde do outro dia. E dessa hora, da hora que chegou do roubo, até cinco horas da tarde, ele não mencionou a ninguém que ele encontrou o roubo”, revelou.

No dia seguinte ao ser localizado, Williames da Silva prestou depoimento na DRFV, mas segundo o delegado, não haviam marcas de espancamento, apenas arranhões. “Nós estamos investigando, é uma história complexa. […] Tá muito confuso ainda para gente”, disse Kássio.

“O que chama a atenção da gente é como é que ele depois de tanto tempo chegar num posto de gasolina, você imagina uma vítima chegando num posto de gasolina logo depois do crime, a primeira coisa é comentar com alguém que foi roubado, o pessoal do posto que eu já ouvi informalmente, vou intimar para ouvir na delegacia, disseram que ele não falou em hora nenhuma que ele tinha sido roubado, pela imagem que ele chegou de camisa lá no posto, não sem camisa como ele fala, então tem algumas informações, eu não sei se ele estava atordoado por outros motivos, se ele estava com algum outro problema que não revelou para a gente, mas o fato é que ele não colabora muito com as informações”, explicou.

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