Sangue Rh negativo representa menos de 14% das doações em julho, revela Hemose

Foto: Ascom/SES

O sangue com fator Rh negativo é essencial para a manutenção dos estoques dos hemocentros, especialmente em situações de emergência. Mesmo assim, o número de doadores com esse tipo sanguíneo permanece abaixo do necessário em Sergipe. O alerta é do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), vinculado à Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH).

Segundo o Hemose, em julho de 2025, das 2.784 doações registradas, apenas 13,8% foram de doadores Rh negativos, o equivalente a 385 doações. A ampla maioria, 86,2%, correspondeu a Rh positivo (2.399 doações). No mesmo período de 2024, o percentual de Rh negativo foi ainda menor: 12,4% do total (369), frente a 87,6% de Rh positivo (2.604).

De acordo com o Hemose, esse tipo sanguíneo é especialmente importante porque pode ser usado em transfusões de emergência, independentemente da tipagem do paciente, principalmente no caso do grupo O negativo, conhecido como “doador universal”.

De acordo com Fernanda Kelly Fraga, superintendente do Hemose, esses dados reforçam a necessidade contínua de incentivar a doação entre pessoas com fator Rh negativo. 

“É necessária sempre a divulgação ampla para esse público, ressaltando a necessidade das doações do fator Rh negativo, cuja disponibilidade é crucial para atender demandas específicas e garantir transfusões seguras”, enfatiza.

Para doar sangue, é necessário estar em bom estado de saúde, sem sintomas de gripe ou resfriado, ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 50 quilos e apresentar um documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem apresentar termo de autorização dos pais ou responsável legal, disponível no site do Hemose.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *