Ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, desta terça-feira, o advogado Dr. André Cazuzas deu mais detalhes sobre a decisão da justiça sergipana que suspendeu o concurso da Polícia Militar.
O advogado reforçou a série de irregularidades, entre elas de que o Teste de Aptidão Física foi realizado após as 10h, o que não é permitido por lei. Além disso, o advogado aponta ter recebido diversas denúncias sobre ausência de isonomia entre os candidatos.
“Cada examinador estava validando de uma forma. Então, alguns candidatos que sentiram prejudicados enquanto viram que outros foram beneficiados com a aplicação do taxo. Quando a gente começou a pesquisar a fundo, se constatou que muitos desses examinadores que estavam aplicando o teste de aptidão física também eram preparadores físicos de candidatos que se submeteram ao teste de aptidão física. Então, essa situação, por si só, ela, de alguma maneira, ela leva, no mínimo, uma falta de imparcialidade. Já que, imagina, o candidato que contrata um personal trainer, um professor de educação física pra prepará-lo pra prova, e aí, quando ele chega no momento de realizar a prova, essa pessoa que o preparou é a mesma que vai avaliar” , relatou.
Segundo o advogado, quem deve ser responsabilizado pelos problemas verificados no concurso é o instituto responsável pela organização e aplicação da prova.
“Ao meu ver, o Estado de Sergipe é tão vítima quanto os candidatos do concurso. Ele contratou a banca, ele preparou uma forma de contratação idônea da banca. Realmente é uma banca que realiza provas de concurso, já realizou o concurso por um número maior de inscritos do que o da Polícia Militar de Sergipe. Então, ao meu ver, a falha aí, nesse momento, não é uma falha do Estado de Sergipe, a falha é uma falha da banca. Então, o que eu imagino que o Estado vai fazer, em vez de descender diretamente a banca, já que os erros são absurdos, é cobrar explicações. Porque ele é o contratante, ele contrata uma banca determinadora de concurso para que entregue candidatos prontos. E, em vez disso, ela acaba cometendo alguns equívocos e nasce isso. Não é a primeira vez. Isso aconteceu no concurso em Minas Gerais e a justiça lá determinou que o teste de aptidão física fosse receito para cinco mil candidatos. E as alegações lá são muito parecidas com as que aconteceram aqui, faltam um pouco de cuidado na realização dessa etapa do concurso”, explicou.
Dr. André Casusas reforçou, ainda na entrevista, que o objetivo não é prejudicar os demais contatos, e sim esclarecer o caso e encerrar o processo da forma mais justa.
“A gente, na realidade, o objetivo maior da ação não é suspender o concurso para todas as pessoas, mas sim que haja a verificação dessa situação da legalidade e realmente aqueles que foram reprovados não sejam prejudicados pela reprovação. Então o objetivo não é prejudicar os aprovados, mas de alguma maneira permitir aos reprovados que tenham uma avaliação justa. Aqueles que se sentiram lesados ou injustiçados, mas que isso pode sim levar a um imbróglio jurídico de grandes proporções, sem dúvida pode”, afirmou.








