Sergipe tem nove igrejas em situação “ruim” ou “péssima”, diz Iphan

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A queda do teto Igreja e Convento de São Francisco de Assis, conhecida como “igreja de ouro”, em Salvador (BA) acende um alerta para a necessidade de medidas urgentes na preservação do patrimônio religioso em todo o país. Um levantamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revela a preocupante situação de igrejas tombadas como patrimônio em todo o Brasil. Em Sergipe, o estudo apontou que nove igrejas estão em estado de conservação classificado como “ruim” ou “péssimo”.

O levantamento faz parte do Relatório de Bens Materiais que avalia a conservação dessas estruturas para evitar sua deterioração e prevenir acidentes. A vistoria foi realizada nos anos de 2023 e 2024.

Confira a lista completa:

Situação ruim:

São Cristóvão – Capela de Nossa Senhora da Conceição, do antigo Engenho Poxim (Ruim, 06/06/2023)

São Cristóvão – Igreja e Convento de Santa Cruz (Ruim, 06/06/2023)

São Cristóvão – Igreja e Convento do Carmo (Ruim, 10/12/2024)

Divina Pastora – Igreja Matriz de Nossa Senhora Divina Pastora (Ruim, 06/06/2023)

Santo Amaro das Brotas – Capela de Nossa Senhora da Conceição do Engenho Caieira (Ruim, 06/06/2023)

Laranjeiras – Igreja de Comandaroba (Ruim, 06/06/2023)

Situação péssima:

Laranjeiras – Capela Jesus, Maria, José do Engenho do mesmo nome (Péssimo, 06/06/2023)

Riachuelo – Capela do Engenho Penha (Péssimo, 29/12/2023)

São Cristóvão – Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias (Péssimo, 06/06/2023)

À reportagem do Portal Fan F1, o Iphan esclareceu que o relatório é um instrumento de gestão interna, atualizado a partir de fiscalizações de rotina para embasar decisões de intervenção no patrimônio cultural brasileiro. Além disso, os técnicos de cada superintendência estadual utilizam a ferramenta de acordo com as especificidades de cada território e com diferentes tipologias de bens históricos.

O instituto ressalta ainda que os dados não refletem necessariamente o estado mais atualizado das igrejas, pois são baseados na última vistoria registrada. Um bem classificado como precário pode ter passado por intervenções que ainda não foram alimentadas no sistema, demonstrando a necessidade de inspeções contínuas e transparência nos processos de restauração.

Como as vistorias foram realizadas nas igrejas de Sergipe nos anos de 2023 e 2024, o Portal Fan F1 questionou ao Iphan o que foi feito após a conclusão do levantamento, mas o instituto não explicou.

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