CCJ do Senado aprova reforma tributária; saiba os principais pontos

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Nessa última terça-feira, 7, por 20 votos a 6, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o texto da reforma tributária sobre o consumo. 

A expectativa é que a proposta de emenda à Constituição vá a votação no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira, 8. Para ser promulgada, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos com no mínimo 49 votos favoráveis (três quintos da composição).

O parecer do senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da reforma, mantém a maior parte da proposta para simplificar e reformular os tributos sobre o consumo, texto aprovado em julho pela Câmara dos Deputados. No entanto, das 777 emendas apresentadas à Braga, 247 foram acatadas.

Entre os pontos descritos no relatório, Braga destacou a inclusão de uma trava para limitar a carga tributária no país e a simplificação de todo o sistema tributário. O teto para a carga tributária havia sido anunciado no fim de outubro.

Entre as mudanças aceitas de última hora, está a emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-MA), que estende ao gás de cozinha o cashback. Outra mudança foi proposta pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), que mantém o recolhimento unificado de tributos pelas Sociedades Anônimas do Futebol. 

Braga acolheu emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que manterá a isenção na compra de automóveis por taxistas e por pessoas com deficiência ou consideradas dentro do espectro autista. O relatório anterior extinguiria o benefício, com a unificação de tributos. Também foi acatada uma emenda do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para restaurar a alíquota reduzida para atividades de restauração urbana de zonas históricas. 

Outros benefícios incluídos no relatório são a alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos comprados pelo governo e por entidades de assistência social sem fins lucrativos, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). 

Braga também acolheu emendas dos senadores Espiridião Amin (Progressistas-SC) e Izalci Lucas (PSDB-DF) para zerar a alíquota de IBS, tributo administrado pelos estados e municípios, para serviços prestados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação sem fins lucrativos.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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