Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Gerliano Brito, vítima de um acidente de trânsito no último domingo, 1°, questionou a fragilidade das leis de trânsito quando envolvem motoristas embriagados.
O acidente aconteceu na SE-100, próximo ao povoado Abaís. Gerliano – assessor do deputado federal Thiago de Joaldo – transitava na via quando um motorista embriagado entrou na contramão e colidiu de frente com o carro que estava ele com sua família. Ele as filhas tiveram ferimentos leves enquanto a esposa teve uma fratura na perna e passou por cirurgia.
Após o acidente, o motorista que teria causado a colisão foi encaminhado à Delegacia Regional para os procedimentos legais cabíveis., mas foi solto após pagar fiança. O fato levou Gerliano a questionar o rigor da legislação.
“Pessoal, no Brasil, algumas autoridades, elas só interpretam que é crime de trânsito quando alguém perde a vida. E foi isso que aconteceu ontem, eu fazendo uma pesquisa aqui. O cidadão que provocou tudo isso que vocês assistiram, totalmente embriagado, ele pagou uma fiança e foi solto. Ele só dormiu, no outro dia ele foi solto. E ele não foi solto no mesmo dia porque ele queria pagar no PIX e na delegacia só aceitava em dinheiro. Como não tinha lugar pra fazer um saque, no outro dia ele foi liberadinho”.
O assessor relembrou que dirigir embriagado por ser tratado de duas formas no Brasil: Infração e crime de trânsito. No caso da infração, cabe pagamento de fiança e habilitação recolhida por um ano. Já no crime de trânsito o acusado pode ser preso por seis meses a três anos, com suspensão da CNH.
“Quem vai decidir é a justiça. Ontem, o cidadão quase tira a minha vida e a vida da minha família. Minha esposa saiu agora há pouco aqui, da sala de cirurgia. Quase perde a perna. E minhas filhas quase perdem a vida. E quanto faltou para eu, como pai, tirar a vida desse cidadão? Fazendo justiça com as minhas próprias mãos. E como é que a justiça ia me enxergar? Como cidadão ou eu, nesse caso, seria o criminoso? Ficaram sequelas aqui, na cabeça. Nem quantas vezes que eu chorei hoje. Nem quantas vezes que a minha esposa chorou. Os gritos que ela deu. As horas que ela passou com o osso quebrado da perna, aguardando um atendimento. Depois chegaram a caju.E meus filhos? Acham normal porque não tiveram ferimentos graves? Mas grave está na cabeça da minha filha. Que agora precisará passar por um tratamento psicológico. Mas talvez vocês não pensam assim.Sabe por quê? Autoridades. Porque não fui com a família de vocês.”, desabafou.







