O esporte sergipano teve um motivo a mais para comemorar nesta semana. A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) anunciou o sergipano Vinícius Santana como novo técnico da seleção brasileira feminina de vôlei sentado.
Essa modalidade é uma das mais vencedoras da história do esporte paralímpico brasileiro. O vôlei sentado feminino foi a primeira modalidade coletiva de mulheres a conquistar uma medalha na história do Brasil nas Paralimpíadas. Isso aconteceu no Rio de Janeiro, em 2016, quando elas faturaram o bronze.
Na sequência, a seleção conquistou outro bronze, desta vez em Tóquio, em 2021, e faturou o ouro no Campeonato Mundial de 2022 e a prata na mesma competição em 2026.
Vinícius Santana tem um longo histórico no esporte brasileiro. Ele estava nas categorias de base da seleção, quando recebeu o convite da CBVD para comandar o time principal. O sergipano já foi atleta profissional de vôlei, e também tem em seu currículo participações na comissão técnica do vôlei olímpico, além de possuir uma escola de vôlei em Aracaju.
Em entrevista ao Portal Fan F1, Vinícius Santana comentou sobre a seleção, suas expectativas para as Paralímpiadas de Los Angeles, em 2028, e sobre o orgulho de sua sergipanidade.
“Quando aconteceu o convite, eu era auxiliar do técnico que estava no ciclo passado. Foi uma sucessão que, na verdade, eu não sabia que ia ser agora. Foi uma situação de mudança da CBVD. De trazer uma geração mais nova. Ano que vem nós vamos para o Parapan. Eu pensei bastante, porque a gente tem que ter discernimento. É a propriedade do que você está fazendo. Eu estou aqui muito feliz, muito otimista com o projeto. A gente tem feito um trabalho de reconstrução de uma base”, afirmou Vinícius.

Sergipe, conquistas e Los Angeles 2028
Alcançar o posto de treinador da seleção principal do vôlei sentado feminino também representa um momento importante de reafirmação de sua identidade enquanto brasileiro, nordestino e sergipano.
“Representar o país, representar o Estado, representar o povo, o Nordeste. Eu sou nordestino, eu falo nordestino. Então, é bom demais. O nordestino pode ir, o sergipano pode ir… pode conquistar o mundo”, contou.
O sergipano estava na comissão técnica da seleção que conquistou a prata no Campeonato Mundial disputado em julho, em Hangzhou, na China. Essa medalha foi o suficiente para classificar as meninas do vôlei sentado para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.
“Conseguimos a vaga paralímpica antecipada. Fomos vice-campeões mundiais. Fomos campeões sul-americanos, vários outros campeonatos, várias preparações. Mas, o principal, a meta era conseguir a vaga”, disse.
Mais que a vaga, para Vinícius, o Brasil chega para lutar pelo lugar mais alto do pódio em Los Angeles.
“Meu irmão, eu quero ir lá, eu quero ganhar. Com os nossos princípios, com a nossa metodologia. Para cima, cara, para cima. É o que eu venho pregando. […] O voleibol do Brasil é sem dúvida alguma um dos favoritos. Num prognóstico que existe no mundo três países que vão estar brigando: Estados Unidos, Brasil e China. Mas, aí vem o Canadá, tem uma Itália, uma Ucrânia. Nós estamos indo para ser campeões. Por que vou deixar para depois? ‘Ah, tem os ciclos’. Não, é agora. Eu tenho que ganhar, eu tenho que ganhar o Parapan, eu tenho que ganhar e para eu ter essa certeza, tenho que treinar”, declarou Vinícius.
Após o anúncio, Vinícius recebeu diversas felicitações em suas redes sociais, principalmente dos conterrâneos sergipanos. “Eu nunca imaginava que a gente fosse tão querido. As pessoas, o sentimento, de fato, é muito bacana. É uma questão que eu estou representando o meu país. Eu já estive como atleta, já estive em outras situações, mas agora está diferente. Responsabilidade. Isso é o que me move”, comentou.
Por fim, o treinador agradeceu o carinho e destacou seu amor por Sergipe. “Como eu disse, eu sou nordestino, eu amo o meu nordeste, eu amo o meu país e eu amo Aracaju. Sempre vou estar defendendo e sempre vou estar falando. Muito obrigado por todo o suporte, por todo o apoio. Que as energias boas emanem para cá, para essa seleção, para nosso preparador físico também, que é de Aracaju. Estaremos com Deus em Los Angeles trazendo essa medalha pro Brasil”, concluiu.







