Coordenador de campanha de Flávio admite não ter prova de fraude eleitoral: “O PL não pode fazer essa afirmação”

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL/RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, comentou nesta quarta-feira, 28, sobre a carta divulgada pelo ex-candidato, em que se disse “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e que fugiu com a família para os Estados Unidos.

A carta foi divulgada na rede social X (antigo Twitter) de Flávio na tarde da quarta-feira, em que questionou a legitimidade do resultado eleitoral do último domingo, 25, e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover uma perseguição política contra ele. Meia hora depois, o documento foi apagado e uma segunda versão substituiu o termo “presidente eleito” para “líder do Brasil”.

Diante disso, Rogério reconheceu que não tem provas para sustentar a posição. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, admitiu o senador potiguar.

Para o senador, a acusação de Flávio expressa na carta seria uma espécie de desabafo por ter decidido deixar o país. Marinho disse que Flávio seria um “exilado”, apesar do senador carioca ter saído do país de forma voluntária, sem ordem de prisão.

Marinho também comentou a declaração do presidente estadunidense, Donald Trump, de que “não irá se envolver” em relação à carta de Flávio. Para o ex-coordenador da campanha, Trump tem legitimidade para opinar sobre política internacional, mas cabe ao Brasil resolver os próprios problemas, e rechaçou intervenção estrangeira. 

“Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, disse.

*Com informações da Agência Brasil

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.