O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, nesta segunda-feira, 26, que é falsa a alegação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do partido foram retirados da sala-cofre durante a apuração do segundo turno. Segundo o tribunal, a sala-cofre não é aberta a visitação, e dois representantes do PL acompanharam a totalização dos votos em outros ambientes.
A nota foi divulgada à 0h30, depois que Flávio disse que não reconhece o resultado da eleição, na qual Lula (PT) foi reeleito, e que vai pedir a anulação do pleito. Ele ligou a suposta retirada dos fiscais à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação em algumas seções.
De acordo com o TSE, a sala-cofre abriga equipamentos do sistema eleitoral, e a fiscalização partidária é feita em outros espaços. O tribunal informou que os dois fiscais do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo do prédio, e a totalização e a divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Eles também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no quinto andar.
O TSE afirmou ter registro de presença dos representantes nos locais visitados e filmagens na Sala de Totalização, que, segundo o tribunal, comprovam o acesso livre. As imagens não foram divulgadas. O órgão acrescentou que representantes de outras legendas, observadores internacionais, advogados e integrantes do Ministério Público também podem acompanhar a totalização.
A prorrogação da votação foi decidida por Zanin após pedido da campanha de Lula, que alegou dificuldades no transporte público em cidades como São Paulo e Salvador. A campanha de Flávio também havia pedido mais tempo de votação em municípios afetados por chuvas e alagamentos. A medida, inicialmente nacional, foi depois limitada às seções cujas urnas ainda não haviam sido fechadas às 17h.
Até o momento, não houve manifestação oficial do PL sobre a nota do TSE.







