Debate da Globo: Flávio foi campeão em “Fake News” e informações imprecisas; Lula venceu no uso de fatos verídicos

Foto: Reprodução/TV Globo

Bastidores

Por Narcizo Machado

O G1 montou plantão da sua editoria “Fato ou Fake” e fez um levantamento de 31 declarações checadas. Flávio Bolsonaro passou por 17 checagens: fez uso de três Fake News, oito informações imprecisas avaliadas como “Não é bem assim” e seis consideradas “É Fato”.

Já Lula teve 14 declarações checadas: usou duas “Fake News” (sendo uma delas a do cartão corporativo, já citada na matéria anterior), quatro declarações ficaram no campo da imprecisão com o selo de “Não é bem assim” e outras oito levaram a avaliação de “É Fato”.

Ou seja, no “É Fato” Lula venceu por 8 a 6. Nas informações imprecisas, Flávio goleou por 8 a 4 e também ficou à frente nas fake news, em um placar apertado de 3 a 2.

Veja a lista detalhada:

Lista por Categoria e Declarações Checadas

  1. Categoria: É FATO (14 no total)

Lula (8):

  1. Abertura de novos mercados comerciais externos e superávit comercial próximo a R$ 85 bilhões. 
  2. Retorno de 33 milhões de pessoas passando fome no início de 2023. 
  3. Herança de cerca de 6 mil obras paradas e ciclo inicial de obras de infraestrutura. 
  4. Reativação e retomada do funcionamento do Fundo Amazônia. 
  5. Manutenção da presidência do Banco Central em mandatos passados frente às quatro trocas na gestão FHC. 
  6. Dados socioeconômicos sobre a Argentina, índice de pobreza em 40% e crise alimentar sob Milei. 
  7. Discurso e homenagem com condecoração concedida a miliciano na Alerj por Flávio Bolsonaro. 
  8. Questionamento referente ao uso pejorativo da expressão “Bolsa Farelo” para se referir ao Bolsa Família.

Flávio Bolsonaro (6):

  1. Votação contrária da bancada do PT ao Marco Legal do Saneamento Básico no Congresso Nacional. 
  2. Redução do saldo de obras inacabadas entre 2019 (cerca de 14 mil) e o encerramento do governo Bolsonaro (pouco mais de 8 mil). 
  3. Criação da audiência de custódia no CNJ sob gestão petista, presidido por Ricardo Lewandowski. 
  4. Inflação de largada de 211% e juros a 100% no início do governo Milei na Argentina. 
  5. Registro do voto contrário de Lula ao texto final da Constituição de 1988, que instituiu o SUS. 
  6. Dívida pública na casa de R$ 11 trilhões apontada no cenário atual.

Categoria: NÃO É BEM ASSIM (12 no total)

Flávio Bolsonaro (8):

  1. Atribuição exclusiva a Jair Bolsonaro pela criação do piso de R$ 600 do Bolsa Família. 
  2. Cronograma de obras da Transposição do São Francisco e atribuição integral da chegada da água a Bolsonaro. 
  3. Total de pontos de acesso à internet e número de beneficiários em postos de saúde e escolas. 
  4. Alegação de que Lula criou e liberou plataformas de cassino online (“Jogo do Tigrinho”). 
  5. Distorção de contexto da frase sobre alimentos (“se a comida está cara, não compra”). 
  6. Projeções de taxa de juros feitas em 2022 em cenário hipotético de reeleição versus o patamar atual. 
  7. Declaração sobre a autoria e circunstâncias do tiro no Caso Ana Clara em Niterói. 
  8. Afirmação sobre R$ 405 bilhões em despesas extraordinárias sem respaldo na LOA.

Lula (4):

  1. Afirmação categórica de ter acabado com a fome no Brasil no ano de 2012. 
  2. Afirmação sobre juros herdados em 13% mantidos a 13,75% pelo Banco Central independente. 
  3. Citação genérica sobre declarações de vacina (“virar jacaré, virar gay”). 
  4. Alegação de que ninguém teve coragem de fazer a pavimentação da BR-319 (Porto Velho–Manaus).

Categoria: É FAKE (5 no total)

Flávio Bolsonaro (3):

  1. Negação da existência de vídeo onde Jair Bolsonaro imitava pessoas sem ar durante a pandemia de Covid-19. 
  2. Declaração de que o governo Lula nunca atualizou a tabela de procedimentos do SUS. 
  3. Citação inventada de que o atual governo apoia roubo de celular para “tomar cervejinha”.

Lula (2):

  1. Declaração de que o “Jogo do Tigrinho” foi fundado pelo governo Jair Bolsonaro em 2022. 
  2. Afirmação de que o governo anterior gastou quase 30% a mais do que sua gestão no cartão corporativo.

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