Durante a sessão desta quinta-feira, 22, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o deputado estadual Marcos Oliveira (Republicanos) repudiou as declarações feitas pelo colega de plenário Luizão Donatrampi a respeito das universidades públicas.
Em entrevista recente a uma revista, Luizão afirmou que, caso essas instituições estejam formando apenas ativistas, seria melhor fechá-las. O parlamentar também alegou que muitos desses espaços são lugar de “patifaria”.
Em resposta da tribuna, Marcos Oliveira saiu em defesa das instituições de ensino e compartilhou sua própria vivência como aluno formado na Universidade Federal de Sergipe (UFS).
“Eu ouvia ontem a fala do deputado estadual Luizão Donatrampi sobre a necessidade de se fechar as universidades, porque se tornou um lugar de patifaria, e porque muitos ali estão usando drogas e fazendo ativismo. E, como egresso da Universidade Federal de Sergipe, eu só estou aqui na casa do povo sergipano, representando o povo sergipano, porque eu tive a participação em uma universidade pública”, declarou.
O deputado considerou as declarações injustas, afirmou que a fala generaliza e desqualifica a comunidade acadêmica, e sugeriu que o colega se retrate publicamente.
“É preciso, deputado, sem dúvida nenhuma, pedir desculpa a toda a comunidade acadêmica, porque eu disse, estou aqui falando de forma pessoal, eu não fui para a faculdade usar droga, minha esposa não foi pra faculdade usar droga, minha irmã não foi pra universidade usar droga, meus primos, meus amigos, uma carrada de gente que a gente conhece, que a gente convive, que a gente sabe que foi pra faculdade estudar sem nenhum tipo de patifaria”, pontuou.
Marcos também destacou a importância da UFS para a trajetória de sua família.
“Pelo contrário, tá aqui o meu diploma que é motivo de muito orgulho pra mim, pra história da minha família, pra o meu pai que foi pra feira livre vender pano, sem vergonha nenhuma, vender tecido, cama, mesa e banho, e teve dois filhos formados na Universidade Federal de Sergipe”, afirmou.
O parlamentar concluiu criticando qualquer tentativa de criminalizar ou desmerecer o ensino superior no país.
“Então, ali é local de conhecimento, ali quem foi, quem vive, quem esteve. É local de dificuldade de um filho que às vezes só tem um real pra comer no Resun, por dia, pra sobreviver, se a gente tem ido ou tentado ir pra universidade, é pra melhorar de vida, não é pra nenhum tipo de patifaria. Pelo contrário, eu tô aqui falando isso de forma pessoal, porque me atingiu de forma pessoal, eu acho injusto, eu acho uma idiotização das ideias, a gente politizar uma situação como é as universidades, sejam elas públicas ou privadas, eu só tinha uma opção, ir para a universidade pública, eu não tinha dinheiro para pagar na privada”, finalizou.







