A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira, 22, que designou o ex-procurador da Operação Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para auditar os documentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico entregues pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão ocorre no âmbito do desafio sobre a abertura de dados sigilosos travado entre os dois postulantes ao Palácio do Planalto no segundo turno das Eleições 2026. Além dos documentos pessoais do presidente, Deltan ficará responsável por examinar as informações prestadas sobre familiares e pessoas próximas ao petista, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Embate e condições impostas
A troca de acusações sobre a abertura de sigilos teve início durante o debate presencial transmitido pela Band. Em resposta ao desafio feito por Lula, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou aceitar a medida, mas impôs uma lista de 18 exigências.
Entre as condições apresentadas pelo candidato do PL estão a quebra de sigilos de ex-assessores, registros de entrada nos palácios do Planalto e da Alvorada, gastos com cartão corporativo da Presidência e informações financeiras de familiares do candidato à reeleição.
O petista já enviou ao TSE a autorização para a disponibilização de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, vinculando a efetivação da medida à concordância de Flávio em adotar o mesmo procedimento com suas próprias contas e de seus familiares.
Papel da auditoria
De acordo com a equipe de Flávio Bolsonaro, a escalação do ex-procurador tem como objetivo realizar uma checagem técnica detalhada sobre a integridade e a abrangência dos extratos e relatórios fornecidos pela defesa do presidente. Deltan Dallagnol deve produzir pareceres sobre os documentos para balizar as próximas manifestações da campanha adversária no TSE e no horário eleitoral.








