Ricardo avalia que André Moura “se sacrificou” no primeiro turno e diz que apoio a Flávio é coerente: “Ele sempre militou no campo da centro-direita”

Em entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, nesta quinta-feira, 22, o presidente da Câmara de Aracaju Ricardo Vasconcelos comentou sobre o apoio de André Moura (União) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

Ricardo, que foi o 1° suplente de André no pleito, afirmou que André sempre esteve alinhado às pautas de centro-direita, e por isso o apoio a Flávio é coerente.

“André Moura, ele sempre militou no campo da centro-direita. Eu nunca conheci André Moura militando na esquerda. André era o senador, como ele sempre disse, isso aí a gente não pode questionar, ele dizia, olha, eu sou o senador de Fábio, eu estou no palanque de Fábio, Fábio me pediu para eu abraçar, nesse primeiro momento, o time de Fábio que englobava o presidente Lula e em diversos atos. André foi muito correto conosco, dizendo, olha, veja, eu estou aqui no palanque de Fábio, no primeiro turno aqui, eu estou com Lula, eu vou aqui seguir a orientação do nosso governador. Então, eu acho que ele se sacrificou, a imagem dele, ele se sacrificou porque ele era de uma outra base política e a pedido do governador ele seguiu aquela orientação no primeiro turno. Termina a eleição, na avaliação dele, ele não teve voto da esquerda e de fato não teve, pouquíssimos votaram, isso é verdade? Eu acho até uma certa incongruência, uma incoerência de muitos quererem agora colocar o dedo na cara de André, exigir que ele vote, ele acha que deveria votar se ele sentisse bem, é a democracia e isso é a democracia que nós defendemos no discurso e temos que praticá-la, não é eu querer a minha vontade a qualquer custo”, analisou.

Na leitura política de Ricardo, André não recebeu votos da esquerda na disputa pelo senado e declarou voto no seu caminho natural.

“André se sentiu como? Eu não tive o abraço da esquerda na minha eleição, saio derrotado, eu vou votar para o meu ninho, essa leitura que eu fiz dele, eu vou voltar para o meu ninho, assim como eu continuei no meu ninho. Selma França também, a pedido do nosso governador, do nosso partido PSD, esteve com Lula, está com Lula e nós seguimos essa orientação. Então, eu acho que todo mundo acabou procurando ser coerente e por isso ninguém agora passa a ter raiva do outro, ninguém é inimigo, todo mundo vai seguir o seu caminho normalmente, vamos dentro dos ditames democráticos fazer as nossas campanhas, André faz defendendo o lado do Flávio, a gente aqui faz defendendo o lado do Lula e vamos ver o que é que o povo, a maioria vai escolher”, declarou.

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