O senador Rogério Carvalho (PT/SE) cobrou explicações da Meta sobre o funcionamento dos algoritmos e da inteligência artificial da empresa durante a disputa presidencial de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 14, o parlamentar afirmou que conteúdos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à presidência estariam sendo restringidos, enquanto publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL) seriam favorecidas pelas plataformas.
“É uma forma de censura moderna, em que não se censura o conteúdo, mas sim a entrega. Ou seja, se não entrega, as pessoas não têm acesso ao conteúdo, portanto, gera uma desvantagem para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, o meu candidato a presidente”, alega.
A fala ocorre após testes realizados por usuários identificarem diferenças nas respostas da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, que teria recusado pedidos para criar uma imagem com a inscrição “Lula 13”, mas atendeu a uma solicitação semelhante com “Flávio 22”. Em novas tentativas, a inteligência artificial também gerou imagens relacionadas a Lula e recusou determinados pedidos envolvendo Flávio Bolsonaro.
O caso se soma a questionamentos já apresentados pela campanha de Lula à Justiça Eleitoral. Na segunda-feira, 12, a Meta contestou as acusações de interferência na disputa e negou que seus sistemas de distribuição de conteúdo tenham viés ideológico ou sejam utilizados para favorecer candidaturas. A empresa também afirmou que problemas técnicos relatados pela campanha não atingiram exclusivamente contas brasileiras ou específicas.
Nesta quarta-feira, 14, a equipe de Lula apresentou uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando as diferenças identificadas na geração de imagens pela inteligência artificial.
Em resposta, a Meta informou que, em cumprimento às regras eleitorais brasileiras, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles. A empresa também afirmou ter adotado medidas para impedir a criação de imagens a partir de comandos com o primeiro nome dos candidatos e seus números eleitorais.
As diferenças identificadas nos testes levantam questionamentos sobre os critérios utilizados pela ferramenta, mas não comprovam, isoladamente, favorecimento eleitoral deliberado. A Meta nega manipular seus sistemas para beneficiar ou prejudicar candidaturas.
*Com informações do g1 e Folha de S. Paulo.







