A Federação Sergipana de Futebol (FSF) determinou a proibição da entrada nas dependências do Centro de Desenvolvimento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra dos Coqueiros, do dirigente suspeito de ter praticado injúria racial contra um atleta de 12 anos. O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira, 9, após uma partida da Taça Rede Gol Fut 7, categoria Sub-12.
Em nota, a FSF informou que tomou conhecimento do ato e lamentou o episódio, repudiou qualquer forma de discriminação racial e disse aguardar a apuração dos fatos pelas autoridades competentes. Segundo a federação, a proibição de acesso do suspeito ao espaço, administrado pela FSF, vale até o fim das investigações.
A federação esclareceu ainda que o evento é privado e que não tem qualquer gerência sobre a competição. De acordo com a nota, a FSF apenas cedeu o espaço, sem cobrar valores, e a organização é feita exclusivamente por representantes da Federação Sergipana de Fut7.
A FSF também manifestou solidariedade à vítima e aos familiares e reafirmou seu repúdio ao racismo. “O futebol deve ser um ambiente de respeito, inclusão e igualdade”, diz o texto.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga o suposto crime, ocorrido após o jogo entre a Escolinha do Dragão e uma delegação chilena, disputado no Centro de Treinamento do Povoado Olhos D’Água. Segundo a mãe do atleta, o presidente da equipe adversária chamou seu filho de “macaquito” ao fim da partida. Ela cobrou punição ao dirigente e providências dos organizadores.
O treinador da escolinha, Diego Brito, que registrou boletim de ocorrência, relatou que a ofensa teria ocorrido durante uma confusão entre jogadores, motivada pela comemoração dos sergipanos. Segundo ele, o dirigente chileno teria direcionado a expressão duas vezes a um dos atletas e deixou o campo antes da chegada da polícia.
Após o registro da queixa, a diretoria da Escolinha do Dragão divulgou nota de repúdio e exigiu que o caso seja rigorosamente apurado. A Polícia Civil informou que as investigações serão conduzidas pela 11ª Delegacia Metropolitana (DM), na Barra dos Coqueiros. O fato foi presenciado pelo árbitro e anotado na súmula da partida.
O suspeito não foi localizado para comentar o caso. O espaço segue aberto.






