A Polícia Civil está investigando um suposto caso de injúria racial contra um atleta de apenas 12 anos, na manhã desta sexta-feira, 9, na Barra dos Coqueiros.
O caso teria ocorrido logo após o final de uma partida da Taça Rede Gol Fut 7 (categoria Sub-12), disputada no Centro de Treinamento situado no Povoado Olhos D’Água, entre a Escolinha do Dragão e uma delegação chilena.
Em entrevista ao Portal Fan F1, Edineide Santos, mãe do jovem jogador, relatou que o presidente da equipe adversária proferiu insultos racistas contra seu filho.
“Meu filho se destacou bem, fez gol, e, ao terminar o jogo, o presidente do outro time chamou o meu filho de macaquito”, disse ela.
Ela também cobrou providências imediatas dos organizadores da competição e cobrou que o homem seja punido.
“Eu quero que os organizadores dêem conta ou mandem, faça o que for, para essa pessoa ser punida. Porque o meu filho tem 12 anos, é negro, e jamais ele pode passar por essa situação. Eu quero que ele se faça justiça para nunca mais ele fazer isso”.
O treinador da escolinha, Diego Brito, que foi até a delegacia prestar boletim de ocorrência, explicou que a ofensa aconteceu durante a comemoração dos jogadores sergipanos.
Segundo ele, os adversários não gostaram e começou um bate-boca, momento em que o dirigente estrangeiro teria proferido a fala racista.
“Os jogadores do Chile não gostaram, ficou aquele empurra-empurra, a gente foi pra separar. Nessa que a gente foi pra separar, o presidente do Chile, foi até um dos nossos jogadores, e duas vezes, contra ele, o chamou de macaquito: ‘você é um macaquito, você é um macaquito'”, afirmou.
O técnico afirma que tentou falar com o presidente logo após a fala, mas não conseguiu entender o que foi dito por ele, que deixou o campo logo depois.
“Nessa, quando a gente ouviu, a gente foi até ele, pra questionar ele, só que ele começou a falar na língua dele, eu não consegui entender o que ele falava. Não sei se ele tava me xingando, se ele tava falando outra coisa, mas, nisso, quando eu comecei a abordar ele, que não podia, que a gente ia chamar a polícia, ele rapidamente saiu do campo e foi embora. A gente não conseguiu segurar ele até que a polícia chegasse”, completou.
Após a formalização da queixa na delegacia, a diretoria da Escolinha do Dragão divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais em solidariedade ao aluno.
“Estamos falando de uma CRIANÇA, que deveria estar em campo apenas para jogar, aprender e realizar seus sonhos!”, destacou a instituição em comunicado.
No texto, o projeto esportivo cobrou medidas enérgicas das autoridades e dos organizadores da competição.
“Exigimos que o caso seja rigorosamente apurado e que os responsáveis sejam punidos conforme a lei. Racismo é crime! Não é brincadeira, não é rivalidade. É inaceitável!”, diz a nota.
Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações e apurações dos fatos serão conduzidas pela própria 11ª DM, na Barra dos Coqueiros. O fato foi presenciado e anotado pelo árbitro na súmula da partida.
O Portal Fan F1 não conseguiu contato com o suspeito. O espaço segue aberto.







