Leilão do pré-sal termina com sete blocos arrematados; União prevê R$ 530 milhões em bônus

Foto: Agência Petrobras/Divulgação

O leilão de áreas do pré-sal realizado nesta quarta-feira, 7, terminou com sete dos 13 blocos ofertados sendo arrematados. O resultado marcou uma das maiores rodadas já realizadas sob o regime de partilha de produção.

Ao todo, os contratos negociados devem gerar cerca de R$ 530,47 milhões em bônus de assinatura, além de R$ 778,43 milhões em investimentos mínimos previstos para a etapa de exploração.

As áreas estão localizadas nas bacias de Campos e Santos, regiões consideradas estratégicas para a produção de petróleo e gás natural no país.

Entre os destaques está o bloco Rodocrosita, na Bacia de Santos, que apresentou o maior percentual de excedente em óleo destinado à União, com ágio de 494,64% em relação ao percentual mínimo estabelecido no edital.

Apesar dos percentuais elevados, não houve disputa direta entre empresas nos blocos arrematados. Cada uma das sete áreas recebeu apenas uma proposta.

Petrobras e grandes empresas entre as vencedoras

A Petrobras ficou com três dos blocos negociados, enquanto outras grandes companhias do setor também garantiram participação nas áreas ofertadas. Na Bacia de Campos, os blocos Magnetita e Hematita foram adquiridos pela Prio, enquanto a Petrobras venceu a disputa pelo bloco Azurita.

Já na Bacia de Santos, o bloco Jade ficou com um consórcio formado por CNOOC e Sinopec. A Petrobras também arrematou o bloco Cruzeiro do Sul.

Os blocos Rubi e Rodocrosita ficaram com a Equinor, sendo que, no segundo caso, a empresa formou parceria com a Galp.

Seis blocos não receberam propostas

Apesar do resultado considerado expressivo pelo governo, seis dos 13 blocos colocados à venda não receberam ofertas. Ficaram sem propostas as áreas Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita.

O leilão contou com 19 empresas habilitadas, mas apenas seis participaram efetivamente da apresentação de ofertas.

Com as áreas negociadas, a extensão exploratória submetida ao regime de partilha aumenta de aproximadamente 24,8 mil quilômetros quadrados para 39,2 mil quilômetros quadrados.

O governo avalia que a rodada amplia o potencial de exploração de petróleo e gás no pré-sal e pode contribuir para aumentar a participação da União na produção futura.

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