Guilherme Maluf, advogado de Kaynara Maia, cunhada do candidato Senado André David (Republicanos) se posicionou no Jornal da Fan na manhã desta segunda-feira, 28, sobre os rumores de que a empresária teria fugido para os Estados Unidos após o início das investigações que apura contratos irregulares da empresa de sua propriedade.
O advogado afirmou que “o óbvio precisa ser dito” e esclareceu que Kaynara viajou no dia 8 de agosto, por motivos de trabalho.
“Primeiramente que a pessoa só pode estar foragida quando existe um mandado de prisão, existem medidas cautelares que impeçam a pessoa de sair. Se a Kaynara saiu do país, ela passou pela Polícia Federal, e a Polícia Federal autorizou, normalmente, a saída da Kaynara. Então, Kaynara não tinha nenhum impedimento, nenhum obstáculo à saída do país. Segundo ponto, como eu falei, a Kaynara viajou no dia 8 de agosto. A representação pela busca e apreensão só foi apresentada no dia 12 de agosto, ou seja, quatro dias depois que a Kaynara viajou”, explicou.
A defesa também ressaltou que a empresária não tinha conhecimento das investigações e que não foi chamada para prestar esclarecimentos, e afirmou que Kaynara está “tranquila” diante das investigações.
“Kaynara tem muita tranquilidade com essas investigações, sabe da regularidade dos procedimentos que participou, sabe que as licitações todas correram dentro dos ditames legais, a execução do serviço ela se deu a contento, Kaynara dos contratos que ela foi chamada, ela prestou o serviço.”
O advogado falou ainda sobre as mensagens trocadas entre Kaynara e membros da Prefeitura de Aracaju divulgadas na última semana. Guilherme Maluf afirmou que não há irregularidades nas conversas e que um posicionamento mais efetivo será dado após a defesa ter o acesso ao conteúdo apreendido na busca e apreensão.
“É comum o contato entre os prestadores de serviço e os membros da entidade a qual contratou esse contratado, o contratante, o ente municipal, no caso a Prefeitura de Aracaju, para tratar sobre os serviços, para tratar sobre o pagamento. É normal esse tipo de conversa, então é preciso que haja diálogo para que o serviço seja prestado a contento. A partir do momento que nos for concedido acesso amplo e integral a todas as mensagens, ao conteúdo do que foi apreendido na busca e apreensão, e quando eu tiver a oportunidade de conversar com a Kaynara, quando ela voltar de viagem, aí sim nós teremos um panorama completo do que foi, vamos dizer assim, apresentado pela autoridade policial”, afirmou.
“O próprio parecer do Ministério Público já é suficiente para demonstrar que esses R$240 mil não tem qualquer relação com Kaynara. O que ficou caracterizado pelo que foi aprendido, pelo que foi trazido já da primeira, porque agora esse é o desdobramento da primeira operação, então o que foi trazido de lá é que não havia qualquer vinculação da empresa, com os R$240 mil”, acrescentou o advogado.
Questionado se já uma data prevista para retorno de Kaynara Maia, o advogado afirmou que a data ainda não pode ser divulgada.








