TSE e Polícia Federal definem planejamento de segurança para as Eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Polícia Federal se reuniram nesta quinta-feira, 24, para alinhar o planejamento de segurança das Eleições 2026, com foco no combate a crimes eleitorais, no enfrentamento à violência política e nas medidas para garantir que a votação ocorra sem intercorrências. O encontro, feito de forma virtual, reuniu 253 policiais federais e foi conduzido pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

O tribunal informou que esse tipo de reunião é feito rotineiramente cerca de uma semana antes de cada eleição e envolve profissionais de diferentes frentes, da segurança no dia da votação à investigação de crimes eleitorais, cibernéticos e de ódio, passando por inteligência e repressão ao crime organizado. Ao abrir os trabalhos, Nunes Marques associou a força da democracia à garantia de que as pessoas possam participar da vida pública com segurança e liberdade, e disse que o pleito de 2026 chega em um momento de mudanças tecnológicas rápidas, com a popularização da inteligência artificial e novas formas de disseminar informação, o que exige dos órgãos públicos uma atuação mais integrada para proteger o processo eleitoral.

Segundo o TSE, a pauta da reunião incluiu a prevenção e a investigação de crimes eleitorais, o combate a grupos criminosos que possam tentar interferir na eleição e o enfrentamento a diferentes formas de violência ligadas ao pleito, entre elas a violência política de gênero. Na avaliação de Nunes Marques, esse trabalho é o que sustenta a confiança da população no resultado das urnas. O presidente do TSE também defendeu que a proteção da eleição não depende só da Justiça Eleitoral e da PF, mas também do cumprimento das regras por candidatos e partidos e da confiança da sociedade nas instituições, com o objetivo final de permitir que o eleitor vá até a seção eleitoral e vote com tranquilidade, sem sofrer pressão, intimidação ou qualquer tipo de violência.

Também estiveram na reunião o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Dennis Cali, superintendentes regionais da corporação, delegados responsáveis pelo planejamento operacional em cada estado, delegados que cuidam da apuração de crimes eleitorais e cibernéticos, coordenadores das forças-tarefa de combate ao crime organizado e chefes de inteligência da PF.

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