Em um ato de campanha no Rio de Janeiro na última quarta-feira, 23, o presidente Lula voltou a afirmar que pretende acabar com as casas de apostas online no Brasil. Diante de um público que contou com artistas como Chico Buarque e Paulinho da Viola, ele reagiu às críticas de clubes de futebol que se opõem a restrições ao setor: “Essa não é uma guerra, é uma decisão: nós vamos acabar com as bets.”
Lula comparou a futura medida à aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital e disse que o objetivo é conter o avanço da ludopatia, o vício em jogos de apostas, entre os brasileiros. Segundo ele, parte da juventude está hoje “atrelada aos algoritmos” das plataformas de apostas, e o governo precisa agir para que esse cenário não se agrave.
O presidente também criticou o argumento de dirigentes de clubes de que o fim das bets prejudicaria financeiramente os times. Para rebater essa ideia, citou conquistas de clubes brasileiros obtidas antes da era das apostas online, como os títulos mundiais do Santos, do Flamengo e de outras equipes como Corinthians, Internacional, Grêmio e São Paulo.
Em tom mais duro, Lula afirmou que são as famílias de baixa renda que mais sofrem com o problema: “É o pobre que joga, é o pobre que fica doente, é o pobre que se mata.” Ele disse ainda que os clubes de futebol vão precisar se adaptar a um novo modelo, sem o patrocínio das casas de apostas, que segundo ele estariam associadas a esquemas de lavagem de dinheiro.
Essa não é a primeira vez que o presidente se manifesta sobre o tema nas últimas semanas. Na semana passada, em um evento em Guarulhos (SP), ele já havia feito a mesma promessa. E na terça-feira, 22, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, voltou a criticar publicamente o setor de apostas.








