Em entrevista veiculada ao Jornal da Fan desta quinta-feira, 17, o candidato ao Governo de Sergipe pelo PSOL, Helton Monteiro, falou diretamente do ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), em frente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), realizado nessa quarta-feira. 16.
Durante a mobilização, o candidato comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a carreira do magistério e apresentou diretrizes para o setor educacional. “Estou aqui presente desde o início, sempre passando aqui dialogando com os professores dialogando com a direção do Sintese para saber como é que está essa negociação. E agora com a decisão de 10 a 0 do Supremo esperamos que o governo se manifeste, negocie com os professores o mais rápido possível porque como o Supremo decidiu, retomada imediata da carreira então espero que o governo ainda hoje comece essa negociação não tem que esperar até janeiro quando eu for governador para fazer isso”, declarou.
Questionado sobre qual será o modelo de interlocução com a categoria caso seja eleito, Helton destacou sua trajetória no movimento sindical e defendeu uma abertura permanente do gabinete governamental para as demandas das entidades de classe e movimentos sociais.
“Primeiro dizer que como eu venho do movimento sindical, um trabalhador, um servidor público a gente vai ter diálogo aberto com os servidores e quando eu for governador, não será Helton ou doutor Helton que fez seremos nós, porque o nosso gabinete vai ser aberto diálogo permanente com os trabalhadores, com os pequenos agricultores com os movimentos sociais, porque o governo se faz assim dialogando democraticamente e como nós colocamos lá no nosso programa de governo teremos uma gestão pautada de uma forma democrática, com orçamento participativo”, pontuou.
Ao avaliar os indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) registrados no estado, o candidato criticou os atuais resultados e detalhou as prioridades para a rede pública estadual, citando melhorias estruturais, transparência em licitações e a inclusão da história e cultura locais no currículo escolar.
“Sergipe hoje tem os piores índices no IDEB, se você for lá tanto no inicial, como no ensino fundamental, como nos anos finais você tem um déficit em relação ao Brasil, nós somos o quarto pior do país e quando você vai levar isso para os anos finais, nós ficamos entre os três piores. Então temos que melhorar o ensino, dialogando com os professores, ampliando o acesso às crianças à sala de aula, o que é fundamental também é que a gente tenha transporte público de qualidade, internet banda larga nos interiores e claro, merenda de uma forma que seja seguindo as normas do Conselho Nacional de Educação e também de merenda e claro, a licitação da merenda tem que ser transparente, de forma clara para que todos vejam, com a participação dos pequenos agricultores de todo o nosso estado e é fundamental dizer que no nosso governo, que nas cartilhas nós teremos o desenvolvimento da cultura regional, local. A gente tem que buscar a história dos nossos povos, dos povos quilombolas dos povos tradicionais, para colocar dentro da sala de aula, nas cartilhas para que a nossa cultura não se perca e a gente fortaleça a ancestralidade”, concluiu.








