Em entrevista ao Jornal da Fan desta quarta-feira, 16, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), Roberto Silva, falou sobre a expectativa de reunião da categoria com o governador Fábio Mitidieri em relação a negociação sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela retomada imediata do plano de carreira dos professores, embora tenha desobrigado o Estado de pagar valores retroativos.
Roberto afirmou que aconteceu uma reunião nessa terça-feira, 15, de mais de 3 horas entre o sindicato e representantes do governo, que foi suspensa para diálogos internos. “Foi uma reunião que ainda não teve um desdobramento final. A reunião, depois de mais de 3 horas de reunião, ela foi suspensa para que a equipe do governo dialogar internamente, inclusive, ver a possibilidade de conversar com o governador Fábio Mitidieri para que a gente pudesse retomar o diálogo possivelmente ainda hoje”, declarou.
Ao comentar sobre a retomada do plano de carreira, em que o STF decretou o plano de 2012 como inconstitucional e que a retomada fosse com a lei aprovada de 2023, o presidente do sindicato falou que esse ponto contribuiu para que a reunião tivesse sido longa.
“A Procuradoria Geral do Estado (PGE) produziu agora no final do mês de Julho um documento que foi assinado pelo governador Fábio Mitidieri dizendo exatamente o contrário. A Procuradoria produziu um documento dizendo expressamente e o governador assinou esse documento, que nós inclusive levamos cópias do documento para ser discutida ontem, onde o governador reconhece a retomada da carreira e solicita ao Supremo que o governo seja desautorizado a pagar o retroativo. O Supremo exatamente atende o pedido do governo, desobriga o estado de Sergipe a pagar os valores retroativos de 2011 até 2026, mas diz expressamente que o estado tem que retomar o plano de carreira de imediato”, destacou Roberto, que também classificou como “contraditório” a posição da PGE antes e depois do julgamento.
Em relação a greve dos professores da rede estadual de ensino, o presidente diz que a indefinição do governo quanto ao cumprimento do acordo judicial trava o fim da greve e pede que o governador intervenha diretamente para assegurar o direito dos professores e permitir o retorno às aulas. “A gente tá numa expectativa de que hoje a gente possa ter uma posição diferente do governo, a partir da intervenção do governador Fábio”, disse.








