O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou os votos de Gilmar Mendes e Flávio Dino para que os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionados aos desdobramentos das investigações do Banco Master, sejam analisados conjuntamente.
Com isso, Zanin divergiu do presidente do STF, Edson Fachin, que defendeu que os procedimentos permanecessem separados. Fachin havia indicado que a atuação de Mendonça seria analisada em outro momento.
Segundo Zanin, a reunião dos casos permitiria ao plenário esclarecer dúvidas levantadas durante a sessão e garantir uma análise seguindo o devido processo legal.
O ministro também citou uma decisão de Fachin, de 12 de setembro, na qual o presidente do STF teria admitido a possibilidade de ser analisada uma eventual suspeição de Mendonça.
Para Zanin, seria necessário resolver primeiro essa questão antes de o Supremo decidir sobre uma eventual autorização para investigar Moraes. Ele argumentou que analisar a investigação de Moraes antes de definir a validade da atuação de Mendonça poderia representar uma inversão da ordem processual.
A proposta de juntar os casos foi apresentada por Gilmar Mendes, que defendeu que o STF não deveria analisar isoladamente a possibilidade de investigação de Moraes sem antes enfrentar os questionamentos relacionados à atuação de Mendonça.







