Em entrevista ao Jornal da Fan na manhã desta terça-feira, 15, o vereador do município de Nossa Senhora das Dores, Fabrício Menezes (Cidadania), detalhou o processo que culminou na sua indicação como novo candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Emanuel Cacho (PSDB). A definição ocorreu em reunião realizada na última segunda-feira, 14, após a renúncia de Suely Barreto da disputa majoritária.
“A história com Emanuel Cacho já vem há algum tempo, a gente se conhece bastante tempo. Participei das reuniões do partido para a formação desta chapa majoritária, fui convidado desde ano passado para ser candidato a deputado federal, também recebi esse convite direto da presidente do partido, Suely, para ser candidato a deputado federal, mas eu já tinha compromisso com um deputado federal, então, não poderia desfazer esse compromisso e não aceitei, mas participei ativamente até o último dia da convenção. E com a saída da presidenta, a renúncia dela, Emanuel me ligou, fez o convite e eu de pronto estudei as possibilidades e aceitei”, declarou o parlamentar, ressaltando que a definição passou pelo crivo da legenda.
Ao ser questionado sobre os bastidores da reunião e a informação de que a ex-candidata Suely Barreto e um grupo do Cidadania pretendem questionar judicialmente a sua indicação junto ao diretório nacional, Fabrício minimizou o impasse e atribuiu as discordâncias ao debate democrático interno.
“Começou sim uma discussão normal para a democracia. Todo mundo tem suas divergências, suas ideias diferentes. Creio que a presidente, hoje deve ter acordado com um pensamento diferente, porque ela sabe que a preocupação nossa não é discutir fundo partidário, não é discutir qualquer vantagem pessoal, é discutir o partido, é que todo mundo saiba ainda que tá vivo, que existe o projeto Cidadania para essa eleição, para as próximas eleições, e que meu nome foi colocado à disposição. Houve a discussão acalourada, lógico, sempre. Coloquei, esplanei. Confesso que eu cheguei, eu acho que pouca gente sabia que eu iria colocar meu nome a disposição, mas quando eu disse as minhas ideias, as minhas propostas enquanto vice governador eleito a partir de 4 de outubro, então, a gente teve a maioria dos votos e foi aceito”, afirmou.
O candidato a vice-governador confirmou ainda que toda a documentação, declarações e dados exigidos pela Justiça Eleitoral para a substituição de candidatura foram formalizados e inseridos no sistema oficial na própria segunda-feira, 14, data-limite estabelecida pelo calendário eleitoral para trocas de nomes na chapa.
Sobre a estratégia da chapa para disputar espaço diante da polarização no estado entre os grupos de Fábio Mitidieri e Valmir de Francisquinho, Fabrício defendeu o foco na discussão de problemas cotidianos da população e no endividamento público de Sergipe.
“Furar a bolha desta polarização, a gente vai discutir com cada um sergipano o receio de quando você está tomando banho, se você sempre vai consegui tomar seu banho completo, por causa da falta d´água, por causa da venda da Deso, bilhões da Iguá. Empréstimos que esse governo fez para poder administrar. O estado de Sergipe num possível colapso financeiro. Então, assim, são tantos empréstimos que se a gente pega, vai nessa onda de que o governador fez tudo de bom, não fez, porque o que ele tem de recurso financeiro, fez muito pouco. Então, a gente tem que discutir isso”, concluiu.








