Diretor do Hospital do Câncer de Sergipe destaca expectativa por serviço: “A qualidade será pioneira do Brasil”

Foto: Roberto Gurgel

O cirurgião oncológico e diretor do Hospital do Câncer de Sergipe, Roberto Gurgel, destacou a importância da efetiva entrega da unidade, inaugurada em dezembro de 2025. Segundo ele, a estrutura deve ampliar a qualidade e a segurança do atendimento oncológico no estado.

“A qualidade do que vai ser entregue em oncologia no Estado de Sergipe vai ser pioneira do Brasil. Nós vamos fazer uma oncologia de altíssima qualidade e eu tenho certeza que o Hospital do Câncer do Estado vai se transformar em uma das referências nacionais em oncologia”, afirmou.

Roberto Gurgel também detalhou o projeto de implantação dos serviços que serão oferecidos pela unidade.

“Nós vamos ter um hospital próprio  é um hospital voltado exclusivamente para a oncologia, com seis salas cirúrgicas de melhor qualidade, com três salas de pequenas cirurgias no ambulatório, com ambiente de oncologia clínica extremamente satisfatório do ponto de vista técnico e de conforto, com clínicas médicas ligadas à oncologia, que possibilitam a maior segurança do paciente em fazer sua quimioterapia, com uma urgência própria voltada para os pacientes que estão em tratamento oncológico, eles vão ter um acesso diferente de ir para um hospital geral. Então, o ganho de qualidade é uma coisa absurda”, explicou o especialista.

O especialista destacou a atuação do ex-secretário do estado de saúde, Cláudio Mitidieri, nos investimentos realizados na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de boca, um dos tipos de câncer com maior incidência entre a população masculina.

“Eu sou muito grato ao doutor Cláudio Mitidieri por ter montado, quando foi secretário, uma vigilância em câncer bucal de uma maneira tão espetacular. Nós hoje estamos dando um diagnóstico muito mais precoce do câncer de boca, fazendo com que esses pacientes tenham muito mais chances de ficar completamente curado com a utilização dos CEOs, dos Centros de Referência em Odontologia, como vigilância em oncologia, tirando da rede os pacientes com suspeita de câncer de boca e encaminhando diretamente para o hospital”, destacou.

Durante a entrevista, o cirurgião falou ainda sobre o momento de “tocar o sino” para os pacientes oncológicos, que simboliza a conclusão de um tratamento contra o câncer, como o fim da quimioterapia ou radioterapia.

“É um momento de realização. Eu digo sempre que câncer é transformador. Eu nunca vejo uma pessoa fazer um tratamento de câncer, sair da forma como entrou. Sempre muda. E, na grande maioria, muda espiritualmente para melhor. E aquele momento é um momento de mostrar essa transformação. É um momento de gratidão, é um momento também do esforço ser recompensado, não só dele, como das pessoas todas que estão em volta dele, a família, os profissionais que lidam com isso, e trazer a esperança de que tudo vai se resolver”, concluiu o cirurgião.

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