No segundo dia de entrevistas com candidatos ao senado, o Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, entrevistou Coronel Rocha, do PL. O principal assunto abordado envolve o rompimento com o correligionário e também candidato ao senado Rodrigo Valadares.
Rocha lembrou que começou a campanha sem material de campanha, revelou conversas em uma reunião com Rodrigo Valadares e Ricardo Marques sobre o repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e afirmou que não impôs condições, mas queria receber o teto do valor, estimado em R$ 3,1 milhões.
“O cara [Rodrigo} tá oferecendo R$ 300 mil a Ricardo pra fazer uma campanha, quanto será que ele vai oferecer pra fazer a minha campanha, uma vez que até agora o material é zero. Aí ele terminou de falar com o Ricardo, aí ele veio e ele caiu na besteira de perguntar quanto eu queria. Bom, eu não gostei do tom que ele fez a reunião, a soberba, a hipocrisia, muito constante nas falas dele. Eu não gostei do tom e respondi, falei: pra mim só me interessa R$ 3.1 milhões que é o teto, qualquer valor diferente disso você decide. Eu sabia que não ia ter teto e eu não impus condição pra isso, a minha candidatura não foi imposta com condição financeira”, disse Rocha.
Segundo o Coronel, ele e Rodrigo seguiram em diálogo, até que Valadares estipulou o valor em R$ 250 mil.
“Você sabe que isso não tem, eu falei, eu tô te dizendo, se você me perguntou quanto eu preciso pra campanha, eu preciso do teto, 3.1 milhões. Então vou te dar zero, eu falei, tá tudo bem ué, dá zero, tá tudo bem pra mim, eu não entrei nessa por dinheiro, se eu tiver que fazer a campanha só no meu celular, na rede social, eu vou fazer. Qualquer coisa diferente disso você decide. Aí ele decidiu em dar R$ 250 mil, eu falei, cara, você decidiu, eu não vou impor condição nenhuma, pra mim tá excelente. Aí no outro dia ele criou o grupo e falou que é pra cuidar porque eu não tinha recebido material, aí botou lá, conforme combinamos ontem, aí eu falei, não, eu não combinei nada com você não, você decidiu o valor de Ricardo e o meu valor, eu não combinei nada com você. Aí ele saiu do grupo também, falou, pra mim tá tudo bem. Tá tudo tranquilo, eu não minto, eu não preciso mentir”, detalhou.
Rocha disse ainda que após esta situação disse que rompeu com Rodrigo. “Aí chegou numa reunião que eu falei o que tinha que falar pra ele e pra mim acabou a relação ali. Existem pessoas que não são dignas da minha presença, tá? Isso tá muito claro, a partir de agora, que eu pelejei por mais que muitas pessoas me dissessem como seria caminhar ao lado do político. E aqui eu não estou julgando a pessoa de ninguém, mas do político pra mim. Ali ficou muito… E a resposta que ele deu, acho que foi levado inverdades talvez pra Flávio, pra Carlos, que pra mim tá tudo bem, eu não preciso da autorização de ninguém, nem de Bolsonaro, pra eu ser bolsonarista.”
Apesar do rompimento, Coronel Rocha declarou que, pela conjuntura do partido e a necessidade em eleger Flávio Bolsonaro, teria que votar em Rodrigo. Mas lamentou o pedido do correligionário pelo voto nulo.
“É uma incoerência política você fazer um acordo com o cara só para te apoiar e está liberado para ir para os outros. Então veja quantos milhões, quantos milhões do PL. [..] Sim, claro. Ele não é candidato do PL. Eu vou fazer campanha para quem? Foi ele que está pregando o voto nulo. A campanha de Flávio Bolsonaro é contra o voto nulo. É contra o voto nulo. Não tem sentido isso. Pedir o segundo voto nulo. Pô, aquilo ali ele se desmanchou sozinho. Não tem sentido. A gente precisa eleger Flávio Bolsonaro presidente da República”, declarou.








