A candidata ao Senado por Sergipe, Renatinha Oliveira (DC), publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira, 28, para explicar a destituição do ex-presidente estadual interino do Democracia Cristã (DC), George Lean, e a retirada das candidaturas de Taty Cristina ao Governo de Sergipe e de Paulinho da União Tur ao Senado. A decisão foi anunciada pelo secretário nacional da legenda, Eudo Freire Filho, que afirmou que a direção nacional pretende destituir a chapa majoritária do partido no estado.
Segundo Renata, a decisão ocorreu após George Lean, enquanto presidente estadual interino, tomar decisões que, segundo ela, contrariavam o regimento interno do partido.
“Tivemos uma peça-chave no meio de toda essa história, que é o agora desinstituído do cargo, ex-presidente estadual interino, ele tomou algumas decisões desacertadas contra o regimento interno, inclusive, do partido, que era, desde o início orientado e regido, que não haveria candidatura a governadores. Por quê, gente? Nós somos um partido pequeno, nós não temos representatividade federal na Câmara. E isso é muito importante para um partido, porque tempo de TV, fundo eleitoral, tudo isso varia de acordo com a quantidade de deputados federais que você tem eleitos. Então, por conta disso, por uma questão de planejamento e organização, investimento no partido, para que a gente cresça com estrutura, que a gente cresça com responsabilidade, foi regido, foi acordado que não haveria candidatura a governadores, até porque o partido não tem como bancar a candidatura de governadores, se a gente não tem deputados federais eleitos”, explica.
Renata afirmou ainda que a direção nacional precisou intervir após tomar conhecimento das decisões adotadas pela presidência estadual interina, negando que tenha ocorrido perseguição ou rivalidade.
“O cidadão que estava aqui como presidente estadual interino, ele resolveu tomar as decisões dele individualmente, independente do regimento interno do partido, e o partido soube. Óbvio, o partido ia saber. E quando o partido soube dessas decisões desacertadas, que não estavam em consonância com o que o partido decidiu, eles precisaram intervir, porque existe uma hierarquia, existe uma ordem e essa ordem precisa ser seguida. Então, não existe perseguição, não existe rivalidade, eu não tenho, obviamente, nada a ver com isso”, disse.
Sobre a própria candidatura ao Senado, Renata afirmou que a permanência na disputa ainda está sendo avaliada pela direção nacional da legenda. Ela também destacou que pretende seguir as regras internas do partido.
“A minha candidatura ainda também não tá 100% garantida, eles estão estudando a possibilidade e a viabilidade de manter a minha candidatura […] Eu nunca defendi uma política que passa por cima das leis e das ordens, eu respeito. E se eu não respeitar o regimento interno do meu partido, que são para manter a minha ordem, como é que eu vou dizer a vocês que eu vou respeitar as leis do nosso país?”, aponta.
A candidata também comentou o apoio do partido a candidatura de Fábio Mitidieri e afirmou que a decisão está relacionada à avaliação da legenda sobre o cenário eleitoral.
“E o fato de o partido desejar apoiar a campanha de Fábio Mittidieri é uma questão de ponto de vista mesmo, de avaliação sobre o melhor para Sergipe”








