Um Dia D para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas será realizado na próxima quarta-feira, 26, das 7h às 13h, no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), em Aracaju. A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A coleta tem como objetivo reunir material genético de familiares de pessoas desaparecidas para inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Os perfis poderão ser comparados com materiais biológicos de pessoas desaparecidas e restos mortais ainda não identificados, contribuindo para a localização e identificação dessas pessoas.
A comparação dos perfis genéticos não fica restrita aos registros realizados em Sergipe. O Banco Nacional permite o cruzamento de informações entre diferentes estados e também com materiais inseridos em outros países, ampliando as possibilidades de identificação.
Como será feita a coleta
O procedimento é simples e realizado com um cotonete, utilizado para coletar material genético da parte interna da bochecha do familiar. Segundo o diretor do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF), Kleber Willer, os familiares também podem levar objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida, como escova de dentes ou aparelho de barbear, que poderão contribuir para a investigação.
A orientação é que familiares de pessoas desaparecidas que já possuem boletim de ocorrência compareçam diretamente ao DAGV para realizar a coleta. Nos casos em que o desaparecimento ainda não foi formalizado, o registro poderá ser feito no próprio local durante a mobilização. Após o registro da ocorrência, o familiar será encaminhado para a coleta do material genético.
“A orientação é que os familiares compareçam com o boletim de ocorrência. Caso a família não tenha o BO, deve procurar uma delegacia ou comparecer durante a semana da mobilização, para que o boletim seja registrado e a coleta do material genético possa ser realizada”, explicou a oficial investigadora Márcia Brito.







