A campanha do presidente Lula (PT) aceitou as condições impostas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, pelo senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha. Segundo ele, Lula não se opõe a nada do que foi pedido, desde que o adversário cumpra o mesmo e abra tudo o que o petista protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As exigências de Flávio foram enviadas na terça, 20, ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE. Dentre as condições, ele quer que Lula divulgue os gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025 e os registros de visitas dos filhos do presidente ao Alvorada. Também pede dados sobre o uso de helicópteros e as despesas da residência oficial.
O candidato do PL ainda quer que a abertura inclua empresas dos filhos de Lula e informações do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A campanha petista diz não ver problema nesse ponto também.
A resposta formal será protocolada no TSE nesta quinta, 22, às 11h. Camilo afirmou que esse é também o prazo para Flávio protocolar a abertura dos próprios sigilos, e que o assunto não pode ficar para depois da eleição.
A disputa começou no debate da TV Band, no domingo, 18. Em documento entregue ao TSE na terça, Lula declarou que abriria seus sigilos se Flávio fizesse o mesmo. Ele informou ainda que Lulinha, investigado no STF, aceitou abrir os dele sob a mesma condição.
Os outros filhos, Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Lurian e Sandro Luís, também autorizaram os advogados do pai a representá-los no processo.








