Flávio Bolsonaro anuncia voto a favor do fim da escala 6×1

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 13, que votará a favor da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, na qual o trabalhador cumpre seis dias de jornada e folga um. Ele disse, porém, que o governo federal é quem deve pagar a conta da mudança. A votação em primeiro turno no plenário do Senado está prevista para esta quarta-feira, 14.

A declaração foi dada à imprensa depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, os empresários estão “sufocados” e quebrados, e por isso caberá ao governo bancar uma compensação. Ele afirmou ainda que decidiu votar conforme a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.

Ressalvas à proposta

Mesmo anunciando o voto favorável, o senador disse ter discordâncias com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Ele defende um modelo que dê ao trabalhador a liberdade de montar a própria escala de trabalho. Também alertou que a redução da jornada obriga as empresas a contratar mais gente e que há risco de aumento da informalidade.

Até então, o PL era contra a PEC e defendia a proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. O texto de Marinho prevê que o trabalhador possa escolher entre o regime da CLT e um modelo flexível, baseado em horas trabalhadas.

O que prevê a PEC

A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem corte de salário. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, no Senado, precisa passar por dois turnos de votação, com pelo menos 49 dos 81 votos favoráveis em cada um.

Contexto eleitoral

O anúncio acontece a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, que Flávio disputa contra o atual presidente da República. O colunista Túlio Amâncio, do SBT News, já havia avaliado nesta terça que o PL recuaria da oposição à PEC por receio de desgaste para a candidatura.

Visita ao pai

Flávio estava proibido de visitar Jair Bolsonaro desde 13 de julho, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu que o senador divulgou uma mensagem de caráter político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. A restrição durou 90 dias e terminou no domingo, 11. Moraes manteve a determinação de que as visitas não podem ser usadas para fins político-eleitorais.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado. Segundo Flávio, o pai está bem-humorado, satisfeito com o resultado do primeiro turno e esperançoso. O senador disse que o ex-presidente deu “dicas” para a disputa do segundo turno, mas não quis revelar quais, para evitar interpretações maldosas.

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