Euforia e tensão nas campanhas presidenciais e um dado (pesquisas x urna) para aumentar ainda mais a expectativa

Reprodução: CNN Brasil

Bastidores

Por Narcizo Machado

O Brasil passou a ter segundo turno nas eleições presidenciais desde 2002, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) venceu sua primeira eleição para presidente da República. O que demonstra que o partido nunca conseguiu uma maioria absoluta na sociedade.

Agora, em 2026, vivemos mais um pleito marcado neste segundo turno, pela euforia dos bolsonaristas e ideólogos da direita e pela tensão e desânimo entre lulistas e adeptos da esquerda.

Mas, quando comparamos as primeiras pesquisas do segundo turno com o resultado das urnas, quem sai na frente sempre venceu? A resposta é não.

Em 2014, Aécio Neves liderou as primeiras pesquisas, mas Dilma Rousseff virou o jogo e venceu a eleição. No primeiro levantamento do Datafolha, Aécio tinha 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma. Na última pesquisa do instituto antes da votação, Dilma aparecia com 53%, contra 47% do tucano. Nas urnas, a petista venceu por 51,64% a 48,36%.

Muitos analistas políticos associam o questionamento do resultado de 2014 por Aécio, que pediu uma auditoria da votação, ao ambiente de contestação da Justiça Eleitoral que ganharia força nos anos seguintes, inclusive entre apoiadores de Jair Bolsonaro.

Nas demais eleições desde 2002, o candidato que liderava as primeiras pesquisas do segundo turno venceu: Lula em 2002, 2006 e 2022; Dilma em 2010; e Bolsonaro em 2018. Portanto, em cinco das seis eleições, a liderança inicial coincidiu com a vitória nas urnas.

Só em 2014 houve essa inversão. Já também um dado que anima os aliados de Flávio Bolsonaro. É que na eleição de 2006, Lula ampliou vantagem no segundo turno para seu adversário e hoje vice, Geraldo Alckmin.

Agora, é esperar o próximo dia 25 e a decisão soberana do povo brasileiro.

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