TSE anula votos de Garotinho, e Douglas Ruas deve ser declarado eleito no Rio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. Com a decisão, Douglas Ruas (PL) deve ser declarado governador eleito ainda no primeiro turno, após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 8, e analisou o recurso apresentado pela defesa de Garotinho contra o indeferimento de sua candidatura. O registro havia sido negado pelo TRE-RJ em razão da suspensão dos direitos políticos decorrente de uma condenação por improbidade administrativa.

O relator do processo, ministro Floriano de Azevedo Marques, votou pela manutenção do indeferimento da candidatura e pela não validação dos votos recebidos por Garotinho. Segundo o entendimento apresentado no julgamento, o candidato permanecia com os direitos políticos suspensos no momento da eleição e, portanto, não preenchia os requisitos de elegibilidade.

A ministra Estela Aranha e o ministro André Mendonça acompanharam o relator. Com a formação da maioria, os votos de Garotinho foram considerados inválidos para a definição do resultado da eleição.

Ruas passa de 50% dos votos válidos

No primeiro turno, Douglas Ruas terminou à frente, com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) ficou com 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17%.

Com a retirada dos votos de Garotinho da base de cálculo, Ruas ultrapassa a marca de 50% dos votos válidos. Dessa forma, não haverá segundo turno entre Ruas e Paes, e o candidato do PL deverá ser declarado vencedor após a nova totalização realizada pela Justiça Eleitoral.

A decisão ainda pode ser questionada por meio de recursos, mas o resultado do julgamento já altera oficialmente o cenário definido nas urnas no último domingo, 4.

A decisão também encerra uma disputa que poderia levar o Rio de Janeiro a um segundo turno no dia 25 de outubro. Antes do julgamento, a indefinição sobre a validade dos votos de Garotinho mantinha a disputa entre Ruas e Paes aberta.

*Com informações do UOL

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