O Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 991 denúncias de assédio eleitoral em todo o país até o domingo, 4, dia de votação do primeiro turno das Eleições 2026, período em que o órgão atuou em regime de plantão para receber as queixas de trabalhadores. O número representa um salto em relação à sexta-feira, 2, último dia útil antes do pleito, quando o total nacional estava em 851 registros.
São Paulo lidera o ranking nacional, com 158 denúncias recebidas pelo órgão nesse levantamento. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 110 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 93 queixas até o encerramento da votação.
Segundo o MPT, o assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é usada para pressionar, constranger ou influenciar a escolha política de trabalhadores, prática que viola a liberdade de voto e a liberdade de consciência, direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Os casos vinham se intensificando ao longo do segundo semestre, com crescimento contínuo das denúncias nas semanas que antecederam a eleição.
Mesmo com a definição dos eleitos para deputado estadual, deputado federal, senador e, em alguns estados, governador, já no primeiro turno, o MPT afirma que continuará atento a denúncias de assédio eleitoral durante o período que antecede o segundo turno, marcado para 25 de outubro. As denúncias podem ser feitas pelo portal do órgão, no site mpt.mp.br.








