Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quinta-feira, 24, o candidato a vice-governador de Sergipe pelo Partido Liberal, Érico Menezes, falou sobre os bastidores da distribuição de emendas do partido que ganhou repercussão na imprensa nos últimos dias. A polêmica envolve o candidato ao Governo de Sergipe, Ricardo Marques, os candidatos ao Senado, Coronel Rocha e Rodrigo Valadares.
De acordo com o candidato, Rodrigo Valadares já havia sinalizado que a direção nacional não teria recursos para destinar à candidatura de Ricardo Marques e, consequentemente, à do vice. “Eu já deixei explícito pra ele que a Nacional não ia ter recurso pra colocar na candidatura para governo dele. Não tem. Zero. Não tem. Do mesmo jeito, o Coronel Rocha também não tem a zero. O Coronel Rocha sabe que não tem recurso pra essas campanhas.”
Erico justificou que, mesmo sem recursos financeiros, se comprometeu a participar da chapa e construir seu espaço com os meios que tinha, principalmente por meio das redes sociais. Posteriormente, segundo ele, Rodrigo Valadares teria prometido um valor para a campanha de Ricardo Marques, considerando o alto investimento financeiro necessário em uma disputa pelo Governo do Estado.
“O Rodrigo chegou e falou pra o Ricardo: ‘Olha, Ricardo. Como você já sabe que não tem, zero, eu vou disponibilizar pra sua campanha 300 mil’. 300 mil é muito dinheiro. Pra quem veio do nada, e estar com R$ 300 mil na conta é muito dinheiro. Mas para campanha de governo é nada. Não dá nem pra pagar os adesivos. Mas, a gente já tem 300 mil. E aí, o Rodrigo, numa mesma reunião, chegou e falou pra o Ricardo. Assim, ‘esses dinheiros vêm do próprio recurso. Do próprio Partido Estadual. Não vai vir lá do Federal. Mas, do Federal, sua esposa… Eu vou acrescentar 500 mil, que ela pode também dar uma ajuda na candidatura de governo'”, explicou.
Erico também relatou uma conversa sobre o valor que seria destinado à campanha do Coronel Rocha. Segundo ele, o candidato teria solicitado R$ 3,1 milhões, valor que seria o teto, enquanto Rodrigo Valadares teria indicado a possibilidade de disponibilizar R$ 200 mil.
“Aí, chegou pro coronel e perguntou. Coronel, quanto o senhor pretende? O coronel falou Os R$ 3,1 milhões, Que é o teto. Mas, coronel, você já sabia que não ia ter esse fundo? Vamos pra realidade? Eu vou disponibilizar 200 MIL”, mas, segundo ele, o coronel insistiu no valor do teto.
O entrevista finaliza explicando que diante dos impasses entre os envolvidos a promessa do repasse não foi totalmente realizada. “Não chegou a um denominador [comum]”, finaliza.








