O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta segunda-feira, 31, à Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, um dos procedimentos mais importantes para garantir a integridade e a segurança do processo de votação. A etapa, que se estende até o dia 4 de setembro na sede do tribunal, em Brasília, consiste em fechar e congelar os programas que serão executados nas urnas eletrônicas e nos centros de apuração de todo o país.
Durante os primeiros dias do evento, os técnicos do tribunal realizam a compilação dos códigos-fonte. Esse processo reúne todas as linhas de programação, bibliotecas e componentes de software envolvidos no pleito para gerar os arquivos executáveis oficiais. A lista abrange desde o sistema operacional das urnas até os softwares de transmissão dos Boletins de Urna (BU), criptografia, recebimento e totalização dos votos.
O ponto alto da cerimônia ocorre no encerramento das atividades, quando os programas compilados passam pela assinatura digital e lacração. A assinatura digital cria os chamados hashes, que são códigos únicos de verificação funcionando como uma impressão digital do software. Qualquer alteração mínima no código, posterior a essa etapa, alteraria completamente o hash, o que permite à Justiça Eleitoral e aos órgãos de fiscalização comprovar instantaneamente se o programa instalado na urna no dia da eleição é exatamente o mesmo que foi auditado.
Após a gravação nas mídias oficiais, o material é lacrado física e digitalmente para impedimento de alterações e armazenado na sala-cofre do TSE. A partir desse conjunto verificado, são geradas as cópias distribuídas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para a carga final das urnas eletrônicas. Todo o rito é acompanhado presencialmente por entidades fiscalizadoras, como partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público e Forças Armadas, reforçando a transparência e a auditabilidade do sistema eletrônico de votação.








