A caminhada do Brasil rumo ao Hexa começa neste sábado, 12, contra a seleção de Marrocos.
A pergunta sobre a expectativa para a estreia deve ser respondida sem paixão, sem nacionalismo, sem clubismo. Será um jogo complicado.
Todos nós torcemos pelo Brasil, mas eu mesmo tenho o palpite de empate para este confronto pelas circunstâncias que envolvem a partida. O jogo de estreia é sempre uma tormenta.
Aliás, não foi diferente nas últimas duas Copas do Mundo: empate encruado em 1×1 contra a Suíça em 2018 e vitória apenas no segundo tempo contra a Sérvia em 2022 por 2×0. Agora o jogo contra uma seleção africana, atual campeã continental e que teve campanha histórica no mundial do Catar quando ficou em 4º lugar.
Por mais que o time do Marrocos seja diferente do de quatro anos atrás, ainda é um adversário que vai impor dificuldades ao Brasil. Tem um sistema de jogo organizado e aposta na velocidade dos contra-ataques.
O Brasil enfrentou Panamá e Egito antes de começar o mundial. Venceu, mostrou virtudes, no entanto deixou claro suas fragilidades e fraquezas. Um futebol que para mim ainda não é o de um time campeão. Mas é apenas o início do mundial, o time pode engrenar com soluções no próprio elenco.
O mister Carlo Ancelotti deve mandar a campo os jogadores que tem mais confiança. Pelas características de jogadores como Vini Jr. e Raphinha, a aposta na verticalidade e no uso dos espaços deixados pelo Matheus Cunha que deve atuar como falso 9. No meio, Lucas Paquetá busca dar mais solidez a Casemiro e Bruno Guimarães.
Naturalmente os jogos de estreia causam nervosismo. Mas, apesar de estar cauteloso quanto ao resultado, enxergo e opino que Brasil tem a grande oportunidade de mostrar ao mundo que está mais pronto do que palpitam. Uma vitória convincente, de autoridade, contra o adversário mais forte do grupo C é a chance de quebrar a percepção de que a amarelinha não está entre as favoritas.
Que nunca subestimem a camisa pesada da Copa do Mundo.







