O Sindicato das Empresas Provedoras de Internet de Sergipe – Sindipro – por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, alertou que uma norma interna editada pela Energisa pode impactar empresas de internet e deixar o estado sem acesso à rede.
Trata-se da edição de uma norma interna de compartilhamento de postes. Inicialmente, em julho de 2025, houve uma mudança questionada pelas empresas de internet. A norma, segundo o sindicato, pode causar um prejuízo de R$ 10 milhões de reais às provedoras.
“A regra de que as empresas de internet serão obrigadas a trocar a placa de identificação. Para quem não sabe, a placa de identificação é aquela plaquinha que geralmente é amarela, que fica no cabo, lá no posto. Essa placa traz alguns atributos de informações que são importantes para a identificação de quem está ocupando o posto, para identificação de número de contato e algumas informações que são pertinentes à empresa. A nova norma, ela muda essa placa, que vai estar aqui no vídeo, para esse novo modelo aqui. Qual é a mudança principal? O número do projeto que aquele cabo que está no posto pertence. Qual o impacto disso? O impacto direto disso são aproximadamente 10 milhões de reais para as empresas de internet aqui do estado”, alertou.
Além disso, segundo Pedro Araújo, presidente do Sindipro , a Energisa deu apenas até o dia 30 de junho para que as empresas fizessem a adequação necessária em toda área de concessão. “A concessionária de Energia Elétrica já foi notificada. Mandamos dois ofícios. Convocamos a reunião agora no dia 1 de junho no Ministério Público. Fomos atendidos pela doutora Euza Missano e participamos da reunião com o Sindipro-SE, o MP e a concessionária. Porém a concessionária está irredutível”, afirmou.
Prejuízo aos consumidores
Pedro Araújo também alertou para o impacto no fornecimento de internet para todo o estado.
“O motivo principal disso é que essa mudança de placa é humanamente impossível de ser feita e tecnicamente também impossível de ser feita. Principalmente porque as fabricantes de placa já informaram que é financeiramente inviável fazer essa mudança, justamente porque o custo é extremamente elevado. A gente estima algo em torno de 10 milhões de reais para fazer isso em todo o estado de Sergipe e o prazo também é muito reduzido. Então as empresas primeiramente não conseguem fabricantes que possam fazer essas placas e segundo momento caso possível fosse, não teria técnica suficiente para fazer essa mudança.”.
O presidente do sindicato explicou ainda que até mesmo redes de telefonia móvel seriam impactadas com a nova norma.
“E não adianta a população falar, mas a gente tem internet móvel das operadoras, tem o 4G, o 5G. Essas torres que transmitem o sinal 5G e 4G, elas também são conectadas através de cabos de fibra óptica. E isso vai causar um apagão geral no estado de Sergipe. A preocupação do Sindipro é principalmente em relação ao impacto financeiro para as empresas. A roda de conectividade vai ser um apagão geral de internet aqui no nosso estado. Pois, dentre 104 concessionárias de energia elétrica que existem no Brasil, apenas a Energisa, a única, impôs essa norma”, lamenta.
Energisa nega apagão de internet
O Portal Fan F1 entrou em contato com a Energisa, que se posicionou através de uma nota.
Segundo a concessionária, não procede a informação de que haverá desconexão em massa dos serviços de internet no Estado em decorrência das ações de fiscalização e regularização da infraestrutura compartilhada nos postes da distribuidora.
Além disso, a Energisa informou que as medidas adotadas pela empresa têm como objetivo garantir a segurança da população, a integridade da rede elétrica e o cumprimento das normas aplicáveis ao compartilhamento de postes por empresas de telecomunicações.
A nota diz ainda que desde julho de 2025, as empresas ocupantes foram notificadas sobre os procedimentos de adequação e identificação de suas redes. A medida é necessária para permitir a rastreabilidade das instalações, combater ocupações clandestinas e à revelia e facilitar a fiscalização da infraestrutura compartilhada.








