Secretária Débora Leite detalha razões para saída do INTS e faz balanço dos três meses de gestão da Saúde

Em entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, desta quinta-feira, 3, a secretária de Saúde de Aracaju, Débora Leite, apresentou um balanço sobre os três meses de gestão e comentou sobre rompimento de contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável pela gestão da Maternidade Lourdes Nogueira. 

A secretária afirmou que a rescisão do contrato foi firmado por conta de débitos da gestão anterior. 

“Antes mesmo de eu assumir como secretária eu estava na equipe de transição. Nós estivemos com a prefeita Emília tratativas porque já era um contrato que a gente via pelo custo dele, ele afetava muito a saúde financeira da Secretaria Municipal de Aracaju. E de lá para cá, a gente teve várias simulações de como poder resolver, como poderia enxugar esse custo mantendo a qualidade, então o instituto mostrou vários modelos possíveis, mas o que impactou mesmo no distrato foi os débitos do exercício anterior, então quando a gente assumiu de fato, percebeu que a gente já sabia que não estava pagando, mas a gente não sabia que eles não iam deixar o dinheiro em caixa”, explicou.

Débora Leite ainda afirmou que a INTS vai atuar até o dia 30 de abril e que será realizada uma licitação emergencial para contratar uma nova administração para a maternidade. 

“A gente assinou ontem o distrato, fizemos uma portaria elegendo os representantes do Instituto e da secretaria que vão fazer a desmobilização, que nesse momento a gente não chama transição, porque a transição vai ser quando tiver uma nova empresa. Daqui para semana que vem a gente já vai disparar o emergencial e aí a gente vai poder ter uma nova empresa. Enquanto isso, a empresa continua operando até o dia 30 de abril. Essa foi a negociação da gente. E também dentro do pagamento da dívida a gente conversou muito com eles sobre como vão ser as verbas rescisórias para que os funcionários não tenham nenhum prejuízo nessa mudança”, reforçou. 

Ela também apresentou um balanço geral sobre os três meses de gestão. 

“Nós encontramos várias situações internas que foram necessárias adequações, por exemplo, o próprio organograma da secretaria, o número de diretorias, a gente deu uma enxugada. A questão dos processos de trabalho, ou eles não estavam bem definidos, ou eles tinham múltiplas etapas. Algumas etapas desnecessárias, que, por exemplo, a de compra, de uma situação que a gente poderia fazer em 30, 40 dias, levava-se meses, fora as situações de compras fracassadas. A metodologia que estava sendo utilizada, o pessoal das compras sempre fala, deu deserto, ninguém aparecia para fazer a entrega dos medicamentos. E nesses três meses a gente tem visto a necessidade de rever a legislação para ver um fluxo que seja adequado para legislação pública mas que seja de forma mais objetiva, otimizar essas questões de compras para que realmente pare com a falta de fornecimento de alguns itens. Então assim, tem sido realmente muito intenso, de muito aprendizado, a equipe está muito empenhada, que é uma coisa que a prefeito Emília sempre pede, a questão dos medicamentos, das fraldas, que não haja faltas”, comentou.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.