No dia 15 de março, durante as comemorações do aniversário da cidade, o Estúdio Fatú realizou uma edição especial do seu estúdio fotográfico itinerante no relógio do Mercado Thales Ferraz e convidou o público para participar de ensaios gratuitos. Agora, o Estúdio Fatú retorna a Aracaju para apresentar sua primeira exposição com 20 retratos capturados nessa vivência. A abertura acontece no dia 4 de abril, das 17h às 19h, no Centro Cultural de Aracaju, e a mostra permanecerá em cartaz por 30 dias. No encerramento, no dia 5 de maio, das 9h às 17h, aqueles que tiveram suas fotos expostas poderão retirar seu quadro em tamanho A3 mediante apresentação de documento.
Os participantes foram fotografados em um cenário composto pelo mural da artista aracajuana Larissa Vieira, usando adereços e figurinos escolhidos pelas próprias fotógrafas. No mesmo dia, cada pessoa levou para casa uma foto impressa no formato 10×15 cm, uma maneira simbólica de celebrar a importância da memória através da fotografia impressa. Este projeto faz parte do Circuito Bolsa Funarte de Artes Visuais – Marcantonio Vilaça 2023. O coletivo, formado por mulheres baianas, é composto pelas fotógrafas Maia Gonçalves (Irecê), Íria Barbosa (Jacobina), Íris Brito (Conceição do Coité) e pela produtora executiva Juliana Carolina (Salvador). “Realizamos uma instalação cuidadosamente pensada para o público local, com o painel da talentosa artista plástica Larissa Vieira e objetos adquiridos no mercado de artesanato, que trouxeram um toque autêntico e significativo à montagem. A alegria das pessoas ao verem suas fotografias impressas e poderem levá-las para casa foi emocionante. Cada imagem, com suas cores vibrantes, passa a fazer parte da história pessoal de quem participou dessa jornada, refletindo a beleza e alegria do povo sergipano”, conta a fotógrafa Íria Barbosa.
A valorização da memória através da fotografia é o que conduz o Estúdio Fatú. A exposição é um firmamento desse compromisso com o sensível, e materializar a entrega do retrato emoldurado para os participantes é reforçar a importância do simbolismo da memória. “A Exposição Fatú celebra a diversidade do povo aracajuano e a experiência multicultural do centro da cidade a partir de imagens criadas por nós, fotógrafas, em diálogo com as pessoas que estavam passeando ou trabalhando no local durante o estúdio de rua. Para nós é um momento crucial de interação com o público sergipano, de devolutiva das imagens que criamos neste solo e de agradecimento pela recepção. É uma oportunidade incrível tanto de possibilitar que as pessoas fotografadas se vejam protagonistas da narrativa visual que criamos, como de todo o povo aracajuano poder acessar e prestigiar um trabalho artístico feito com muito amor e cuidado”, relata Retina Retinta.